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Osasco
5 de março de 2021
Variedades

Vitória: alter ego ou sonho infindo?

Deitei. Oras, mas será que nunca tenho uma ideia para o meu livro? A busca me atormenta!

 

— Hora de dormir! – pensei.

 

E agora? Como me defenderei de tamanhos sofrimentos? A dúvida não me falta, contudo atordoa.

 

— Não! – gritava. – Não!

Não! Chega de pintar! Não suporto mais! Me tirem daqui.

Acordei! Assustada, viva e sem tintas no rosto.

Ela era jovem! Bonita. Cabelos longos e negros, olhos profundos e pretos! Linda! Pele de porcelana, frágil no rosto, fibra na arte! Quem era ela?

— Será que sou eu? – refleti.

Esse era o meu momento! Vitória seria o nome da minha mais nova, literalmente ou não, filha. A menina sofredora que, claramente, será um sucesso nas páginas amareladas dos meus livros velhos e empoeirados.

— Não importa o que digam! – disse, olhando-me fixamente no espelho. – Eu vou vencer!

E será que eu viverei para vencer? Não importa. Enquanto eu viver, vencerei.

— Oi, amor! – eu disse, caindo nos braços do meu futuro marido. – Finalmente eu sei como começar o meu primeiro livro.

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