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24 de outubro de 2020
Transporte

Viagem de ônibus é um dos principais pontos de transmissão em massa de coronavírus, diz estudo

De acordo com um estudo publicado no JAMA Internal Medicine, nesta terça-feira (1), não importa a distância que um passageiro senta do indivíduo infectado no ônibus, pois até os passageiros da última fila do transporte, podem contrair o vírus, afirma o estudo.

As pesquisas  se basearam em um caso que ocorreu no final de janeiro, início da contaminação do novo coronavírus na província chinesa de Hubei, onde um grupo de budistas viajou de ônibus para uma cerimônia em um templo na cidade de Ningbo – a centenas de quilômetros de Wuhan, centro da epidemia.

Era um dia ensolarado com uma brisa suave e o culto matinal foi realizado ao ar livre. Todavia, uma passageira de um dos ônibus, aparentemente não sabia que era portadora do coronavírus. Em poucos dias após a viagem, 24 passageiros do ônibus também estavam infectados, mesmo aqueles que estavam nas últimas fileiras, sete filas atrás da mulher infectada. 

A Organização Mundial da Saúde reconheceu que o vírus pode ser transmitido pelo ar somente em julho e que essas partículas podem espalhar em espaços fechados como restaurantes e locais de trabalho.

O novo estudo “acrescenta fortes evidências epidemiológicas de que o vírus é transmitido pelo ar, porque se não fosse, veríamos apenas casos próximos ao paciente índice – mas o que vimos é que ele se espalhou por todo o ônibus”, disse Linsey Marr, professora de engenharia civil e ambiental na Virginia Tech e uma das maiores especialistas em vírus aerotransportados.

Os dois ônibus que transportavam os passageiros para o evento contavam com unidades de refrigeração (ar-condicionados internos) que faziam a recirculação do ar dentro dos veículos. “Isso facilitaria o vírus no ar e o espalharia pelo ônibus”, disse Marr.  

Dr. Muge Cevik, especialista em doenças infecciosas e virologista da Escola de Medicina da Universidade de St. Andrews, na Escócia, disse que o surto nos ônibus acontecem devido à uma combinação de vários fatores: uma longa viagem, um ambiente confinado, um ônibus lotado e uma pessoa que provavelmente era extremamente contagiosa porque estava nos estágios iniciais da infecção.

“Não existe realmente uma dicotomia entre a transmissão por aerossol e por gotículas”, disse Cevik. “Tem que haver várias coisas acontecendo ao mesmo tempo para que esse tipo de transmissão de alto risco ocorra. Este era o lugar errado, a hora errada, a pessoa errada. ”

Os autores do estudo, que são médicos do Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças, concluíram que “os esforços futuros de prevenção e controle devem considerar o potencial de disseminação do Covid-19 pelo ar”.

Os especialistas aconselham:

“Evite espaços internos lotados, onde as pessoas não usam máscaras e a ventilação seja ruim, e o único fator que pode amenizar o risco de infecção é sentar perto de uma janela que pode ser aberta ou perto da porta.”

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