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Osasco
15 de maio de 2021
Variedades

Versos do Inoportuno

Ilustre penar, versos do inoportuno!

Não sinto tristeza, nem nada,

Sinto ódio por amar!

O nada do sentir que tanto me fascina,

Pois o nada é lamentar.

Se numa tarde, enfim, de sol,

O viver me ensolarar,

Eu poderei, então, respirar,

Sobre o luto do querer.

O luto é figurado,

Ninguém morreu, mas dói o peito,

Sinto ausência de amizade, amizade tão plena,

E que me tem por inteiro, e me faz a mulher pequena,

Pequena, adormecida, procurando saída,

Para ver meus tão queridos, separados por uma vida!

O reencontrar me é de ouro,

E a violeta me acompanha!

O cor-de-rosa atordoa,

E o azul? É do mar.

Se um dia, então,

Eu me amar como nunca,

Esquecerei dos amigos?

Esqueço até do eu?

Se um dia, enfim,

Tais versos me faltarem,

E eu me lembrar de ti,

Amigo, amiga,

Contarei meus segredos?

Contarei que eu morro a cada fato,

Histérico,

Do tempo?

Direi que meu trabalho me consome,

Pois é sentimento fugaz?

O instante, a rapidez dos dias,

E a falta que o contato me faz!

Nem citei a pandemia,

E o estresse que afasta os seres,

E a raiva da internet,

Direita, esquerda, coração!

Falar de política, poesia,

Amizades dissiparão?

Acabou a festa,

Acabou a família,

Acabou o sorriso do recém-nascido?

Esquerda, direita, coração,

E os versos do inoportuno.

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