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31 de outubro de 2020
Saúde

Uso de máscara pode dificultar o surgimento de novas ondas de covid-19′, diz estudo

Aliado aos cuidados de higiene e distanciamento, os especialistas afirmam a desaceleração do contágio

Em um estudo recente feito pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, evidência que o uso ostensivo de máscaras pela população podem ser decisivos para evitar novas ondas de infecções do novo coronavírus. 

A pesquisa afirma que as máscaras funcionam como uma barreira que reduz a propagação do vírus. 

Afirmam ainda que, mesmo as máscaras de pano caseiras, com eficácia limitada, podem reduzir a taxa de transmissão caso sejam usadas por um número significativo de pessoas.

“Nossas análises apoiam a adoção imediata e universal de máscaras faciais pelo público”, disse Richard Stutt, pesquisador de epidemiologia da Universidade de Cambridge e coautor do estudo, em um comunicado.

“Se o uso generalizado de máscaras pelo público for combinado com distanciamento físico e algum confinamento, poderá oferecer uma maneira aceitável de lidar com a pandemia e retomar a atividade econômica muito antes de haver uma vacina.”

De acordo com o estudo, analisados através de modelos matemáticos, foram verificados os diferentes estágios de infecção e transmissão pelo ar e pelas superfícies de como o Sars-CoV-2 é transmitido por meio de gotículas inaladas pela  transmissão de pessoas infectadas. Sendo comprovado que as principais formas de transmissão ocorrem através da fala, tosse ou do espirro.

De acordo os pesquisadores que aliaram o uso das máscaras com medidas de distanciamento e lockdowns, se uma pessoa usa máscara em público, este ato diminui até duas vezes mais as chances de contaminação, em detrimento daquele que só usaria o equipamento de proteção se tivesse sintomas.

Os estudos apontaram também que o uso rotineiro da máscara reduziria o alcance de contaminação para menos 1. 

Logo, as curvas de contágio em ascensão, sobretudo na América Latina, seriam achatadas e então, as medidas de isolamento poderiam ser afrouxadas. 

Confirmando os resultados da pesquisa de Cambridge, estudos recentes da Universidade do Texas A&M, recomendam o uso de máscaras, principalmente por pessoas que não tenham os sintomas.

Esta pesquisa analisou as tendências de propagação e medidas de combate aplicadas em Wuhan, na China, na Itália e em Nova York, nos Estados Unidos, e concluiu que o uso de máscaras em público é uma maneira eficaz e barata de prevenir o contágio.

“Juntamente com o distanciamento social, a quarentena e o rastreamento de contatos, isso representa uma oportunidade de parar a pandemia da covid-19”, diz o estudo.

Diante da pandemia, a Organização  Mundial da Saude (OMS) apontou que “as máscaras devem ser usadas como parte de uma estratégia abrangente para suprimir a transmissão e salvar vidas”.

Máscaras caseiras

As pesquisas afirmaram que máscaras caseiras feitas de algodão também reduzem a propagação da covid-19. “Máscaras que capturam apenas 50% das gotas exaladas ainda proporcionam um benefício à população”, afirma o estudo.

Podendo ser vital em países em desenvolvimento, como o Brasil e paises africanos, onde impera-se a desigualdade social e um grande numero  de pessoas vulneráveis que carecem de  recursos, disse Chris Gilligan, coautor da pesquisa. “Máscaras caseiras são uma tecnologia barata e eficaz.”

Logo, com a retomada da vida cotidiana,  é justificável e compreensível as medidas governamentais que obrigam e incentivam  o uso das máscaras, disse John Colvin, da Universidade de Greenwich, outro autor da pesquisa.

Sendo aliado o uso das máscaras faciais aos cuidados de higienização.

Os cientistas de Cambridge resumem o resultado de suas pesquisas com uma mensagem: “Minha máscara protege você, sua máscara me protege”.

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