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Osasco
4 de março de 2021
Variedades

Uma crônica para Vitória

Quando eu acordei, pensei no árduo caminho que percorro todos os dias, principalmente para escrever. Meus poemas eram, de fato, muito bons! Contudo, isso nada diz para mim. Existem poetas maravilhosos, poetisas inesquecíveis, mas não são Letícia Mariana, uma jovem de 15 anos que deseja algo a mais.

Já contei, enfim, deste sonho. Tintas e mais tintas, local fechado, cativeiro d’alma! O susto adolescente ao sonhar com um aspecto de terror foi, sem dúvidas, a maior dádiva dos céus! Vitória, claro, este é o nome ideal! E ela? Me persegue. Assim como tudo e todos me perseguiram em meus pesadelos, Vitória me segue como uma dama sofrida, mas jamais ferida pelos pedregulhos anêmicos. Hora de começar a escrita do Entre Barbantes, um romance do gênero suspense entremeado de poemas, livro que pode me atormentar ou encantar, mas que dará um trabalho considerável para finalizar.

Letícia! Não são só poemas, agora, lembre! Desenhe Vitória, use uma máscara de desenhista, e faça com que os seus quadros se tornem infindos. Oras! Mas como pôde? Não sai da minha cabeça! Preciso agir.

— Um caderno? – disse a fulana, confusa.

— Sim! – respondi, mais do que decidida!

— Letícia, mas de novo isso, pelo amor de Deus! – ela parecia irritada, coitada! – Isso não dá futuro, e não se traz caderno para o restaurante!

— Dá futuro sim, e eu continuo! – nada me impediria!

Vitória não cansa! Me persegue nos restaurantes, e depois eu ainda preciso lidar com a fúria dos parentes! Imperatriz dos dias, Vitória, chega de comandar os meus passos juvenis! O cansativo se torna belo ao vê-la. E meus papéis, amarelados por um destino, simplesmente são! O sol me aguarda, e o vento me guia ao desespero! Contudo, me tenho.

— Mariana, eu nasci! – ela me queria.

— Vitória Vieira, és minha! – respondi – Até as minhas próximas personagens nos perseguirem!

As nuvens choram o clamor desta crônica! E o que seria de mim sem tal prosa, prosa que mais parece um verso inacabado. As gavetas do dilúvio se abrem, e eu preciso de um tempo! Um tempo só, um tempo nosso, um tempo vitorioso. Vitória, seja nossa! E seja o meu desalinhar de um instante.

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