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29 de outubro de 2020
Mundo

Tem uma cor que não viraliza, mas é afetada também

A dor da África Negra não comove a comunidade internacional, pois a região não tem reservas expressivas de petróleo.
Foto: Marco Longari (jornal Leparisien)

Acreditava-se que toda a população do continente possuía a pele marcada por muita melanina, com a expansão muçulmana, até a tonalidade de pele clareou, por essa razão na geografia existe a divisão da África Branca. Este ideal no imaginário ocidental ficou mais nítido com a produção de Hollywood em 1963, que imortalizou a atriz Elizabeth Taylor, no papel de Cleópatra.

Os olhos dos “geólogos” americanos e europeus são voltados para região, por causa da extração do petróleo é extraído na Líbia, Argélia, Egito e Tunísia. Além da diversidade turística que existe nos países banhados pelo Mar Mediterrâneo e no ponto político servem como “barreiras” para tentar impedir a chegada da população do sul do deserto do Saara.

 

A África Subsaariana é uma região do continente africano composta por 47 países e que se localiza geograficamente abaixo do Deserto do Saara. Também chamada de “África Negra”, é a zona onde reside a maioria da população negra do continente. Atualmente renegado como povo sem cultura e desenvolvimento tecnológico, um exemplo para contradizer esta afirmativa, Abubakari II um imperador africano que governou a região de Mali no século XIV teria descoberto a América cerca de 200 anos antes de Cristóvão Colombo.

 

 

Ele teria desembarcado em Pernambuco no ano de 1312. Foi o império mais vasto e rico da história — cobrindo praticamente todo o oeste da África. Isso desmonta a farsa histórica que aprendemos na escola que foi Pedro Alvares Cabral que “descobriu o Brasil”, se for observar a cartografia antiga os árabes e chineses, retrataram a região que conhecemos como continente americano.

O Africano sofreu com a exploração de recursos minerais e com tráfico de seres humanos (mesmo com o fim da escravatura), o povo foi saqueado do século XV até os meados do século XX. Após a Segunda Guerra Mundial houve a ruptura das antigas colônias que se tornaram países independentes (o último conseguiu em 1980), todavia as fronteiras parecem que foram partidas com uma “régua”.

Com relação a chamada parte Negra, além da negação da sua história como símbolo de desenvolvimento, grande parte dos países da região não possuem reservas expressivas de petróleo, exceto Angola.

Como apresentado a divisão em duas cores: a dor “preta” ela não viraliza. Por exemplo, a maior invasão de gafanhotos não foi amplamente divulgada, ocorrida neste ano de janeiro ou fevereiro de 2020 (as informações das datas são desencontradas). Portanto, com a pandemia de covid 19, mais uma vez a África Negra, não vai ser ajudada pela comunidade internacional

 

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