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22 de outubro de 2020
Cidades

Setembro Amarelo: a campanha de prevenção ao suicídio

A depressão e outros transtornos psicológicos são doenças como qualquer outra, e precisam ser tratadas, para que não culminem em suicídio, uma das maiores causas de mortes no Brasil e no mundo.
Imagem de internet

Estamos em setembro, o mês da prevenção de um problema gravíssimo, e que acontece em grande proporção no Brasil e no mundo: o suicídio. É o chamado “Setembro Amarelo”. Vamos ver nessa matéria como originou-se esta campanha, fatores que podem culminar no suicídio, e como podemos ser canais de bênção para aqueles que não conseguem enxergar a luz do túnel.

Em 1994, nos EUA, um adolescente de apenas 17 anos, chamado Mike Emme, que sorria, tinha amigos, e que estava acima de qualquer suspeita, foi encontrado morto em seu Mustang amarelo. Seus amigos, país e familiares tiveram a ideia de distribuir no seu funeral cartões decorados com fitas amarelas, com a seguinte mensagem: “Se precisar, peça ajuda!”. Assim, configurou-se o “Setembro Amarelo”, campanha que, no Brasil, iniciou-se em 2015. Quem imaginaria que esse jovem teria sérios problemas psicológicos? Quem imagina que jovens, ou adultos de nossa convivência pode estar pensando em dar cabo de sua própria vida? O suicídio é consequência. O que está por trás dele, é que deve ser tratado.

A depressão é uma das principais causas, e muitas vezes, como no caso do jovem Mike, ela é imperceptível, e pode levar a morte. Quem tem diabetes, por exemplo, não se importa de avisar de sua condição ao seu colega de trabalho, aos amigos, a família. Mas muitos dos que tem depressão, ou crise de ansiedade, não falam com ninguém, talvez por vergonha, por temer ser vítima de preconceito, tabu, ou simplesmente por achar que ninguém os entenderia. Depressão, assim como a ansiedade exacerbada, são doenças, desequilíbrios químicos nas substâncias cerebrais, e precisam ser tratadas. Serem conversadas. Levam a morte como a covid-19 ou como o câncer. São transtornos invisíveis, e podem atingir quem está ao seu lado. Sabe aquele amigo que posta fotos sorrindo nas redes, que tem um namorado legal, uma família estruturada, um emprego bacana? Ele pode ter depressão, ou ser ansioso.
Se você sofre com depressão, crise de ansiedade, ou pensamentos suicidas, procure um especialista, e não tenha vergonha de contar ao seu amigo mais próximo, ou de ser franco com seus familiares. Eles poderão ser instrumento de vida em seus maus momentos. Não fique preocupado com julgamentos alheios. Não deve haver falta de comunicação. Você deve ter aquele alguém para confidenciar: “Hoje eu não estou bem. Você pode me ajudar?”.

Se você não tem nenhum desses transtornos, seja você luz, o porto seguro daqueles que não têm onde aportar o seu barco.
Lembrando ainda que “o CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.”. Caso precise, não hesite: disque 188. Sua vida é preciosa. Não há tempestade que não tenha fim.

 

 

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