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18 de junho de 2021
Mundo Política

Primeiro cabo ótico submarino entre França e Brasil ancorado em Sines

Portugal inaugurou esta terça-feira o primeiro cabo ótico submarino entre a Europa e a América do Sul.
Mapa com as diversas ligações do primeiro cabo ótico entre a Europa e a América do Sul – Direitos de autor EllaLink

O “EllaLink” é uma ligação direta de dados em alta velocidade entre os dois continentes “da maior importância estratégica”, afirmou o primeiro-ministro António Costa, numa cerimónia com vários representantes de Estados-membros da União Europeia e do Brasil, do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia, além de representantes do setor privado e da sociedade civil.

“A nossa posição geográfica fez de nós no passado, faz de nós hoje e fará de nós no futuro algo que é muito importante, que é sermos uma porta de entrada, um ponto de ligação, uma ponte, um ponto de amarração entre a Europa e os outros continentes”, disse o chefe do Governo português.

Em Sines, na cerimónia de inauguração do cabo ótico submarino “EllaLink”, que liga a Europa à América do Sul, António Costa argumentou que é este posicionamento que “faz a diferença de Portugal na Europa” e exemplifica o contributo do país para o “enriquecimento” do apelidado “Velho Continente”.

“É podermos fazer esta ligação e esta abertura da Europa aos outros continentes. Podemo-lo fazer pela história, pela língua, pela cultura”, mas, agora, “também o podemos fazer fisicamente, através deste cabo”, vincou.

Por isso, segundo o primeiro-ministro, o investimento privado efetuado pela EllaLink, “é da maior importância estratégia para o conjunto da Europa, mas também para Portugal e, seguramente, para Sines”.

Para o ministro português de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, trata-se de “uma iniciativa inovadora” e que “marca bem a aposta que a UE está a fazer para liderar, na próxima década, a economia e a sociedade digital no mundo”.

A inauguração aconteceu no âmbito do evento “Leading the Digital Decade” [Liderar a Década Digital], que decorre hoje e na quarta-feira em Sines.

Uma liderança no digital que a União Europeia pretende conseguir com a aposta “na qualificação dos europeus, na capacitação das empresas, na digitalização da administração pública” e, ao mesmo tempo, “de uma forma também aberta ao mundo e cada vez mais interconectada”.

Além de salientar “a importância da presença de tecnologia portuguesa no desenvolvimento da arquitetura tecnológica” da estação de amarração na cidade do litoral alentejano, Siza Vieira assinalou que o cabo de seis mil quilómetros vai “permitir o desenvolvimento de negócios” e de “novos modelos de desenvolvimento da economia digital”.

Também presente na sessão, o ministro brasileiro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, considerou tratar-se de “um dia muito feliz”, pelo estabelecimento desta “conexão física” entre o seu país e Portugal.

E manifestou-se seguro de que o cabo submarino de dados “vai dar muitos frutos nos próximos 25 anos”, permitindo um “maior desenvolvimento entre todos estes países” envolvidos.

“Seja através da conexão digital, seja através da ciência, da tecnologia e das inovações” que a infraestrutura vai possibilitar, através do tráfego de dados, afirmou.

Fonte: Euronews 

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