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28 de outubro de 2020
Empregos

O novo normal nas relações de trabalho

Como o mercado deve se adaptar ao novo momento e quais são as expectativas para o segundo semestre

 

A pandemia não fez apenas com que todos adotassem novos hábitos que ajudam na prevenção ao covid-19, mas também criou um panorama novo no mercado de trabalho mundial, acelerando a transformação em diversos setores.

Um deles é o próprio RH, que adotou entrevistas por videoconferência, otimizou etapas do processo seletivo e avaliações, antes presenciais, e que agora foram adaptadas ao ambiente virtual.

“Observamos que a adaptação de todos esses processos não gerou prejuízos para empresa e nem para o candidato. Conseguimos manter o mesmo nível na contratação, 100% adaptados aos processos online e, em alguns casos, ganhando maior agilidade”, afirma Francine Silva, superintendente de recrutamento e seleção da Luandre.

Ela observa que também há uma ligeira mudança no perfil do profissional a ser contratado. “Características como autogestão, se tornaram requisitos fundamentais. Claro que sempre foi um perfil importante, mas em um ambiente em que boa parte dos profissionais trabalhará de casa, em sistema home office, não há como contratar alguém com dificuldade de autogerir o próprio trabalho”, conta Francine.

O mesmo ocorre com a empatia, sem a qual, numa situação como a que vivemos, que envolve incertezas, instabilidade e questões emocionais importantes, não seria possível conviver e lidar com as situações, pontua a especialista em RH.

 

Trabalho remoto

Todas as empresas que puderam aderir ao home office o fizeram neste período de quarentena. A pergunta que muitos se fazem é como será em um futuro próximo. Para Francine, algumas empresas vão optar por adotar integralmente o sistema, caso a experiência esteja sendo boa, uma vez que os custos de manter profissionais em escritórios são bastante altos em capitais brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro. “Algumas companhias também podem adotar um rodízio entre equipes para evitar aglomerações”.

Para a melhor decisão, a Luandre vem aconselhando clientes a observar o quanto estas mudanças têm afetado a produtividade e, principalmente, a qualidade de vida dos profissionais durante a crise para tomar a decisão mais acertada nesta volta gradual.

 

Mudanças nos escritórios

As companhias que pretendem aos poucos voltar ao trabalho in loco já comunicam que devem fazer mudanças, como estudar quais setores são fundamentais de serem mantidos no escritório. “Nas conversas com clientes, entendemos que alguns preferem que certos setores estejam concentrados em um só lugar, como o RH e o financeiro, por isso as formas de garantir a segurança destes profissionais vêm sendo estudadas”, conta Francine.

Já existem iniciativas sendo tomadas em alguns escritórios, como troca de materiais de madeira por outros mais simples de limpar, alargamento de corredores, e retirada de portas, cujas maçanetas podem provocar a contaminação.

“Alguns estudam a utilização de tecnologia, como já utilizada em fábricas, que avisa se os profissionais estão ultrapassando a distância segura. Locais de encontro coletivo, como cafeterias, também devem ser temporariamente fechados ou ganhar configuração que permita o distanciamento social”, explica.

Setores valorizados

A adaptação também passa pela necessidade de adequar setores da economia aos novos tempos. Uma das áreas que a Luandre mais tem trabalhado, a de saúde, teve um grande aumento na demanda e já contratou 3.656 profissionais do segmento, desde o início do ano, um aumento de 165% em relação ao mesmo período no ano passado.

Segundo Francine, além dos atendimentos emergenciais, em razão da covid-19, clínicas e hospitais tem demanda de especialistas que atendam via teleconsulta aqueles que estão com alguma condição importante, mas preferem não ir ao hospital pela recomendação de evitar a contaminação.

Já o setor de ecommerce* apresentou crescimento de 26,7% em comparação com o mesmo período de 2019.  O percentual convertido é de R$ 20,4 bilhões de faturamento.

A Luandre também tem notado este crescimento pelo aumento da demanda no setor de logística — nos últimos três meses, foram 220% mais vagas em relação ao mesmo período do ano passado. “Esta adaptação no modo de compras da população é positiva num momento de instabilidade como o nosso, porque consegue manter parte do varejo atuante, de uma forma nova, já que muitos brasileiros preferiam fazer compras em lojas físicas”, comenta Francine. Para ela, no segundo semestre, mesmo que haja uma flexibilização para a abertura de lojas, a apreensão pelo vírus deve manter o setor de varejo virtual fortalecido.

*Fonte: Compre&Confie

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