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14 de junho de 2021
Osasco Política

Moção de Apoio provoca explicações sobre liberdade da população negra

132 anos da abolição gerou esclarecimento sobre o sentido da data para a população negra.
Vereador Emerson Osasco na tribuna da Câmara, durante a 10ª Sessão Ordinária. Foto: Ricardo Migliorini/CMO

Celebrada no dia 13 de maio, a abolição da escravatura completou 132 anos em 2020.Lembrada em uma moção de apoio durante a 10ª Sessão Ordinária na Câmara Municipal, a efeméride gerou esclarecimentos sobre o sentido da data para a população negra.

Proposta pelo vereador Julião (PSB), a moção ressoou nas manifestações de Emerson Osasco (REDE) e Juliana da Ativoz (PSOL). Assumindo seu lugar de fala, Emerson Osasco comentou sobre a falsa liberdade conquistada pelos negros com a abolição.

“A abolição foi uma falsa abolição. A liberdade é o sonho de todo mundo e foi sobre esse argumento que sofremos os maiores e mais perversos golpes de nossos direitos, sonhos e das nossas vidas. Milhares de negros e negras escravizados foram largados nas ruas, sem nenhum tipo de reparação ou indenização”, disse Emerson.

“Hoje as questões refletem em todo o mundo por causa da TV, das redes sociais. Na época, muitos continuaram sofrendo e sangrando sob correntes, mesmo com a abolição; muitos perderam suas vidas. Cinco milhões de negros e negras foram escravizados, o nosso povo escravizado ganhou apenas dor, miséria e abandono”, esclareceu Emerson Osasco.

O parlamentar aproveitou também para homenagear personagens históricas do movimento negro, pelas suas lutas e conquistas. “A abolição só aconteceu devido à luta e restência de milhares de negros, entre eles os do Quilombo dos Palmares, através de Zumbi e Dandara e muitos outros. Milhares de irmãs e irmãs deram suas vidas para que eu em muitos outros pudessem estar aqui sem ter corrente nos braços, sem ter corrente nos pés”, acrescentou.

Já a vereadora Juliana da Ativoz (PSOL) explicou que o movimento negro no Brasil entende que se não comemora essa data – mesmo com a abolição, o sofrimento continuou porque não houve reparação.

“Depois desse fato não houve reparação, negros foram forçados a voltar para seus senhores em troca de alimento e abrigo. Continuou o genocídio e o abandono, a população negra ainda é a que mais morre de descaso, fome, violência policial no país. Na carta da Abolição faltou indenização e reparação, por isso que estamos aqui para lutar e cobraremos essa dívida até que nenhuma mãe chore pelo corpo de seu filho preto morto pela polícia, até que nenhum preto sofra pela cor de sua pele”, expressou, emocionada, a parlamentar.

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