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18 de janeiro de 2021
Cidades

Inclusão de PCDs em Empresas

Em um mundo teoricamente mais inclusivo, quais as possibilidades de uma PCD ingressar do mercado de trabalho?

Num país em que ainda há muita resistência em oferecer às PCDs (Pessoas Com Deficiências) os direitos, dignidade, acessibilidade e outros, e que costuma olhar de forma preconceituosa para as mesmas, isso não deixaria de ser diferente em relação ao mercado de trabalho. Quais as oportunidades que os deficientes possuem e as possibilidades de inclusão dentro de empresas?
A Lei de Cotas para PCDs, ou simplesmente Lei de Cotas, de 1991, estabelece a quantidade de vagas que uma empresa com 100 ou mais funcionários, deve disponibilizar às pessoas deficientes. Uma empresa que conta com 100 a 200 funcionários, por exemplo, a cota para PCDs é de 2% das vagas; com 201 a 500, a cota é de 3%; com 501 a 1000, de 4%. E fica o seguinte questionamento em relação a essas cotas: será que as empresas realmente desejam implantar em seus quadros de funcionários a inclusão, ou apenas cumprir essa Lei de Cotas?
De acordo com pesquisas, deficientes em cargos de direção e chefia em empresas são pouquíssimos. A maioria ocupa cargo de assistentes, e uma parcela, de analistas. Seriam os deficientes menos capazes?
A maioria das empresas alegam dificuldades para encontrar entre as PCDs, pessoal qualificado para determinado serviço. Muitas delas não estão nem ao menos preparadas para recebê-los, não tendo, por exemplo, rampas de acesso para cadeirante ou banheiro adaptado. Elas devem contar com profissionais especializados para treinar a PCD de maneira diferenciada, tendo um olhar especial para cada um, respeitando suas diferenças e salientando suas habilidades.
Será que um profissional com deficiência auditiva, por exemplo, numa empresa sem um intérprete de libras, se sentiria incluído no rol dos funcionários? Sem participar de reuniões, sem saber o que os demais estão dizendo, e apenas realizando, por exemplo, a função de catalogar documentos? Empregar é mais do que oferecer cargos e salários. É muito mais do que simplesmente cumprir a lei. É incluir, é oferecer condições dignas.
Um cadeirante, por exemplo, é plenamente capaz de todo trabalho intelectual, muitas vezes pode realizar palestras com maestria, dominar aspectos tecnológicos, possuindo apenas dificuldades em mobilizar-se. Porque a lei é tão desigual, e só disponibiliza os míseros 2, 3 ou 4% das vagas para pessoas que são tão capazes e hábeis?
Empresas que são engessadas, e que não se adequam à modernidade, deixam de empregar PCDs, por exemplo, em funções home office, que para muitos deles é o meio mais confortável. Falta essa capacidade criativa e sensível. Modernizar para incluir. Para oportunizar.
Muitos tratam os deficientes com inferioridade, como “coitados”, o que não consiste na realidade. Se eles foram contratados e treinados para determinada função, não devem ser tratados com diferença devido a sua deficiência. Eles possuem tanta capacidade profissional como qualquer outro. E ainda existem aquelas empresas que descartam os que possuem deficiência mais grave.
Importante lembrar que o público preza a empresa que pratica a inclusão.
Por empresas mais humanas, e menos “cotistas”, onde a PCD seja respeitada, bem recebida, devidamente treinada e avaliada pela sua capacidade e habilidade, e não pelas deficiências.

Claudia Lundgren

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