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22 de outubro de 2020
Variedades

Empregos: “o novo normal devido a pandemia”

O ser humano teve que adaptar-se economicamente à nova realidade mundial. Inteligentemente, precisaram ser mais criativos, verbais e empáticos. Suas casas transformaram-se em escritórios, lanchonetes e até salas de aula. É o “novo normal”, é o instinto de sobrevivência falando alto. 

Infelizmente, sabemos que sem trabalhar é impossível sobreviver. As despesas continuam, independente da diminuição da receita. Mesmo com existência da pandemia, não há perdão, nada passa a ser gratuito. É a conta de luz, água, internet, gás, alimentos; é o boleto do cartão de crédito; é a mensalidade escolar; é a prestação do carro, da casa. Enfim, para driblar a crise, tivemos que nos reinventar, nos adaptar à nova realidade. E com a flexibilização da economia, será que tudo voltará ao normal? Um questionamento.
Lojas fechadas, alunos sem estudar, pequenas empresas a beira da falência. O assalariado sem poder sair de sua casa para trabalhar, o professor sem ministrar suas aulas. Sem poder se aglomerar, nada de reuniões e eventos. O vírus matando, o trabalhador com fome e sem condições de pagar suas contas. Redução salarial. Entre a cruz e a caldeirinha, o que fazer?

Sabemos que o ser humano tem o poder de adaptar-se à qualquer situação. É dotado de inteligência. E diante do novo cenário, tivemos que nos reinventar. O chamado “novo normal”. Diante do desemprego ou salário reduzido, muitos pensaram em utilizar o que tinham nas mãos, colocar em prática os seus dons, e foram à luta. As casas viraram hamburguerias, docerias; o delivery de quentinhas foi uma saída para muitas famílias faturarem, já que não nos era permitido sair e sentar num restaurante para almoçar. Aliás, restaurantes e pizzarias não sofreram tanto prejuízo, pois também continuaram entregando via delivery. E talvez a tendência continue. O medo que assola a humanidade, faz com que muitos prefiram comer sua pizza na segurança de seus lares. O mesmo acontece com farmácias e supermercados: as compras online já fazem parte do “novo normal”. Novas confecções caseiras também surgiram como forma de ganhar a vida: com o uso de máscaras faciais, muitas costureiras viram nelas uma forma de lucrar com essa nova realidade.

Sem condições de se reunirem presencialmente, se fez necessário o fortalecimento das plataformas digitais. Através delas, reuniões de empresas, de pais, de professores, de funcionários em geral, foi a saída encontrada. Em tempo real, Academias de Letras continuam realizando seus eventos e premiações, tendo a vantagem de contarem com a participação de membros de todos os lugares do país, o que nem sempre é possível pessoalmente. Casas transformaram-se em escritórios, em sala de reuniões. O bebê chorando, a casa humilde, o gato aparecendo na live, um pouco da intimidade dos lares revelando-se nesse “novo normal”. O ser humano tendo que ser mais criativo, empático, e marketeiro para “vender o seu peixe”, em seus home offices. De suas casas, os chefes comandam, os subordinados executam. “Aulas remotas” é também um termo dessa nossa nova realidade mundial.

Mesmo com as empresas reabrindo, muitos ainda trabalham em seus lares: projetistas, artistas, serviços de alimentação delivery e tantos outros. Os pais terão a alternativa de optar pelas aulas remotas, quando as escolas iniciarem suas atividades presenciais. E os professores terão que adaptar-se ao “novo normal”, as chamadas “aulas híbridas”. O ensino à distância, já realizado por universidades, agora também serão ministrados por todas as etapas do ensino, inclusive pela educação infantil.

É o homem driblando a crise. É o instinto de sobrevivência. É a nova realidade. Se o salário diminuiu, teremos que cortar despesas desnecessárias. Se o medo de ir para longe nos impele, faremos nossas compras no mercadinho da esquina. Quem tem quartos disponíveis em sua casa, pode faturar alugando-os para temporada ou para universitários. Promoções, descontos e ampla concorrência nas lojas e redes hoteleiras da cidade, a fim de recuperar o prejuízo causado pela pandemia. E dessa forma, vamos nos reinventando, sabendo que dificilmente as coisas voltarão a ser exatamente como eram antes.

 

 

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