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29 de outubro de 2020
Carreiras e Negócios

Descubra as vantagens de contratar mulheres que são mães

Atualmente no Brasil 40,8 milhões de mulheres trabalham no mercado formal, sendo elas 43,8% dos trabalhadores em geral, de acordo com o IBGE. Já avançamos muito, mas ainda temos muito para lutar!

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Vagas.com, quase 71% das entrevistadas disseram ter sido perguntadas sobre filhos e planos de engravidar em seu processo seletivo mais recente.

É inegável que algumas empresas ainda são resistentes a gravidez de funcionárias. Estudos comprovam que a cada 7 mulheres, 3 sentem medo de perder seu emprego se engravidar e 22% delas não conseguem voltar ao mercado após o nascimento do filho.

O erro dessas empresas é não olhar para os benefícios e vantagens de contratar mulheres que são mães.

Partindo do princípio de que tudo pode nos ensinar e que o meio interfere diretamente no nosso desenvolvimento e crescimento, ser mãe não é um defeito e sim um diferencial.

Você já parou para pensar em como esta mulher teve que desenvolver adaptabilidade e desenvoltura nos últimos meses ou anos da sua vida? Já parou para pensar em todas mudanças físicas que ocorram no organismo dela e quais os impactos dessas mudanças na forma de pensar, se comportar, agir e gerar resultados?

O treinamento de mãe é intenso, daqueles de 7 dias na semana 24 horas por dia.

O fato é que a maternidade desenvolve novas competências e habilidades e o melhor de tudo é que isso é comprovado cientificamente. O Royal Holloway, da Universidade de Londres, publicou que a gestação aumenta as atividades neurais do lado direito do cérebro, justamente a parte responsável pelas capacidades cognitivas ligadas à criatividade, relacionamento interpessoal e percepção/controle das emoções.

Existe outro estudo feito pela Regus (companhia mundial em soluções flexíveis de espaço de trabalho) que destacou que mulheres que já possuem filho são apreciadas por negócios e empresas globais por terem atributos como: possuir experiências e habilidades variadas, além de transparecer confiabilidade e conseguir administrar bem o tempo. Além, de serem menos propensas a mudar de emprego, garantindo as empresas as vantagens da retenção.

Analisando o mercado atual e as habilidades desenvolvidas durante a maternidade e pós maternidade ser mãe pode ser um grande diferencial e você precisa usar essas informações a seu favor, falar com propriedade sobre você e tudo que a maternidade te desenvolveu.

Veja alguns diferenciais competitivos das mães no ambiente de trabalho:

Senso de responsabilidade e comprometimento: O fato de uma mulher ter se tornado mãe a torna mais responsável, na sua grande maioria, por muitas precisarem sustentar a casa e os filhos. Ela não pode arriscar ficar sem o emprego. Ela passa a ter um “por quê” muito mais profundo. Isso as tornam mais dedicadas ao trabalho e com maior foco nas funções que desenvolvem mesmo quando desmotivadas.

Gestão do tempo: Com a necessidade de administrar diversas responsabilidades e tarefas, as mães precisam dividir bem o seu tempo para equilibrar os cuidados com os filhos, casa e as tarefas do trabalho. Ela pratica esse exercício diariamente e por isso acaba desenvolvendo a habilidade de gestão de tempo, foco e priorização.

Criatividade: Além da pesquisa citada anteriormente, onde diz que a gestação aumenta as atividades neurais do lado direito do cérebro, justamente a parte responsável pelas capacidades cognitivas ligadas a criatividade, relacionamento interpessoal e percepção/controle das emoções, as mães estão em contato direto com crianças, e crianças usam a imaginação em quase tudo que fazem. A criatividade passa a ser uma constante para as mães, seja para introduzir um novo alimento, para brincar, estimular os estudos ou driblar a rotina.

Identificação de problemas reais: Por ter que lidar com diversos assuntos e responsabilidades ao seu redor diariamente, seja em casa, com os filhos ou no trabalho, as mães desenvolvem “feeling” aguçado para reais problemas e definição de prioridade. Desenvolve visão estratégica, objetiva e clara.

Escuta ativa: A escuta ativa é uma ferramenta de comunicação que está dentro do conceito de comunicação generosa. A partir do momento em que uma pessoa se coloca para conversar com outra e presta atenção na sua fala, deve demonstrar um interesse verdadeiro pelo assunto e hoje essa habilidade é imprescindível e rara no mercado. E quem é mãe pratica essa habilidade diariamente, desenvolvendo a generosidade e empatia no ato de ouvir, afinal ela precisa entender as necessidades reais dos seus filhos. E essa habilidade acaba sendo utilizada no ambiente corporativo também.

Atitude: Ser mãe é algo que realmente tira você da sua zona de conforto. O fato de ter que aprender algo novo todos os dias com o desenvolvimento do filho, de lutar para estar à frente do tempo, de acompanhar e promover o crescimento, de estimular o desenvolvimento, o senso de responsabilidade, o fato de ter que assumir riscos e ter que tomar decisões difíceis, desenvolve uma heroína. Alguém muito mais ativa do que passiva. Desenvolve o hábito de agir. E como isso já é uma prática diária na vida das mães se torna muito mais fácil praticar isso no ambiente corporativo também.

Tomada de decisão: Quem é mãe precisa tomar decisões difíceis com muita frequência. Precisa analisar possibilidades, lidar com palpites de todas as gerações e de diversos especialistas e por fim decidir o que ela vai praticar com o seu filho. Mães geralmente tem a prática de assumir a responsabilidade, passa a se conhecer melhor e entender o que ela acredita daquilo tudo que ela ouviu e pesquisou, o que faz sentido e o que ela quer para ela mesma e para a família. E o mesmo acontece no ambiente corporativo. Profissionais que são mães decidem mais rápido por desenvolver uma visão ampla da situação e saber o que é valor para a organização.

Maior assertividade na comunicação: Geralmente as mães, e ainda mais mães com mais de um filho, desenvolvem a habilidade de se adaptar a personalidade de cada pessoa, uma vez que vivenciam isso em suas casas, com filhos totalmente diferentes e com necessidades diferentes, é preciso praticar uma análise de perfil individual e uma abordagem diferente para cada filho. Ao invés de usar a mesma abordagem com todas as pessoas, as mães tendem a personalizar a forma de se comunicar conforme a pessoa e isso aumenta o nível de assertividade da sua comunicação, pois ela passa a ter uma comunicação estratégica.

Responsabilidade Social: Qual é a mãe que não quer um mundo melhor para seus filhos? Mães passam a ter maior sensibilidade em relação às necessidades de outras pessoas e do ambiente. Isso é muito importante para o desenvolvimento da empatia, maior senso de colaboração e maior controle das emoções.

E para reforçar tudo o que foi pontuado acima, segue uma pesquisa encomendada pela Microsoft, onde foram entrevistados 2000 funcionárias e 500 empregadores, que avaliaram os desempenhos das mulheres após a maternidade. Abaixo as constatações:

  • 62% das mulheres afirmam ter se tornado melhores na realização de multitarefas;
  • 46% disseram sentir melhoras na gestão do tempo;
  • 34% comentaram sobre o aumento das relações cordiais com os colegas de trabalho;
  • 27% se tornaram mais organizadas;
  • 57% dos empregadores concordaram que mulheres com filhos trabalham melhor em equipe dos que aquelas que ainda não são mães.

Um outro estudo feito pela empresa britânica Easy Offices que ouviu mil mulheres revelou que ter filho pode trazer um impacto negativo à carreira da profissional, atrasando-a em até seis anos no seu crescimento profissional. Veja abaixo:

  • 42% das entrevistadas tiveram a percepção de que elas poderiam estar em cargos melhores caso não tivessem engravidado.
  • 37% das mães que trabalham acredita ter sido discriminada desde que a criança nasceu
  • 3 em cada 10 mulheres também disseram ter notado reações negativas dos colegas porque saíram de licença maternidade.
  • Um terço afirma que, ao retornar ao emprego, se sentiu ignorada pelos colegas.
  • Mais de um terço dos entrevistados acredita que é preciso bastante tempo para recuperar a autoconfiança após o nascimento de uma criança.

A pesquisa revelou que normalmente leva cerca de 13 meses para tudo voltar ao normal após a licença.

Além disso, as entrevistadas também apontaram que muitas mulheres perdem promoções por terem os filhos, isso aconteceu comigo. Na cabeça de muitos quando a mulher se torna mãe ela passa a ser vista como uma profissional que têm outras prioridades além do trabalho e os chefes costumam acreditar que ela pode ter dificuldade para gerenciar vida pessoal e carreira.

A você que é mãe acredite em tudo o que você desenvolveu e orgulhe-se disso. Não permita que usem isso como algo que te desmereça. Se empodere frente ao mercado e faça os seus sonhos acontecerem, você merece e pode! Lute por você e pelos seus!

A você empregador, REPENSE! Contratar mães é um ótimo investimento!

E não se esqueçam de que por trás de todo profissional (todos, incluindo todos os tipos e cargos, do faxineiro ao presidente), teve uma mãe que batalhou diariamente, trabalhou duro e fez o que pode para o teu sustento e desenvolvimento, para que enfim você estivesse na posição que está. Respeite-as e as dê oportunidade!

Agora eu quero saber de você, qual é sua experiência pessoal? Deixe um comentário!

Por: Paloma Torres – @palomatorresmastercoach / www.palomatorres.com.br
Master Coach, Analista Comportamental, Especialista em Neurociência e Inteligência Emocional 

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