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Osasco
21 de outubro de 2020
Variedades

Crônica de uma história romântica e real

Eu estava no quarto dele. Um quarto com uma cama de casal antiga, televisão velha, mas muito aconchego de família. Dormia, e os anjos observavam a minha tristeza perplexos! Fui acordada aos beijos, e com uma frase acolhedora:

— Bom dia, minha vida! – Disse ele, meu único motivo para acordar e persistir. – Você está linda!

Era um dia melancolicamente insano! Eu estava desarrumada, triste, acabada e poeticamente sofredora.  Só queria sumir, desaparecer, morrer! E sabe o pior? Não tinha maquiagem! E agora? Como proceder?

— Você disse que vamos sair, não é? – Perguntei, ainda sonolenta. – Amor, preciso separar a roupa, será que a de veludo é bonita?

— Qualquer roupa fica bonita em você, mas a de veludo é muito bonita, sim! – Exclamou tal qual poesia. – Olha, nós não vamos almoçar, tudo bem?

Não? Por quê? Ah, talvez ele queira ir ao rodízio, mas não faço ideia de para qual restaurante iremos. Isso não faz diferença, estou gorda, repleta de alergia no rosto e com meu cabelo horrível! A náusea é a flor que desabrocha nesta tarde. E não há motivos para viver!

— Tudo bem. – Eu disse, ainda sem compreender.

— E vai chover, então vamos de carro com meu inquilino.

Eu não compreendia, contudo pouco ligava. Pensava em desistir de tudo! Escrever? Ser escritora? Para quê? Não conseguia mais vender! Meu livro não vendia, estava indisponível num dos principais sites e minha família não me apoiava como deveria! 2018 fora meu ano, mas 2019? Oras! Fora meu pior pesadelo. E como prosseguir?

Chegamos ao shopping. Niterói era linda perto dele, mas meu coração me sabotava sobre o pseudônimo da não existência.

Fomos ao cinema. Eduardo, sim, meu amado, disse para não comprarmos pipoca, pois jantaríamos após o filme. Eu estava desconfiada, mas deprimida demais para me importar com um balde de pipoca! E o que seriam meros milhos?

O filme era bom, mas eu lembrei da minha lamentável infância e desejava sumir de lá logo! A única coisa que me encantou foi vê-lo. Vê-lo pertinho de mim. E seu olhar se tornou, após 4 anos de namoro, minha única motivação.

— Gostou do filme? – Eduardo perguntou, sorrindo de forma encantadora.

— Gostei, foi legal rever Rei Leão. – Eu respondi, forçando sorriso. – Estou pensando em desistir da escrita, ninguém me leva a sério!

— Você escreve maravilhosamente bem! – Ele respondeu. – Vamos jantar?

O restaurante era lindo! E nós namorávamos através do olhar. Enquanto nosso amor se eternizava, comecei a chorar de alegria. O brilho da minha vida retornou, e eu só sabia dizer o quanto o amava, ou melhor dizendo: o quanto eu o amo!

— Então você me ama? – Perguntou. – E quer ser minha para sempre?

— Sim! – Eu respondi. – Eu te amo e quero ser sua para sempre!

— Então, seja a minha noiva! – Disse enquanto tirava as alianças de prata com ouro do bolso, perfeitamente encaixadas numa caixinha preta.

Eu não soube falar! Chorei ainda mais, e meu sorriso era o maior de todos os séculos! E eu guardava comigo a certeza de que vivemos todos os séculos, vidas e tempos. Naquele instante, tudo que eu queria era que o tempo congelasse.

Estendi minha mão, e ele pôs delicadamente a aliança em meu dedo, chorando junto comigo e, automaticamente, tirando quaisquer dúvidas sociais sobre as lágrimas masculinas. A emoção era recíproca, assim como nosso amor é eterno.

— Garçom, fiquei noiva! – Eu disse.

Sim. O tempo congelou, e Eduardo disse que jamais esqueceria da minha reação. Nós fomos tomar sorvete e nem ligamos para o frio. Fiquei noiva do amor da minha vida, e o casamento virá no momento certo.

Crônica baseada no dia do meu noivado, homenagem ao meu amado Eduardo Gouvea

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