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31 de outubro de 2020
Cidades

Com lives e atuação forte nas redes, pré-candidatos expõe opiniões sobre assuntos atuais e demostram seus projetos

Numa época em que o isolamento social é indicado como prevenção ao coronavírus, pré-candidatos transformam as redes sociais em “campos de batalha”

Se não fosse a pandemia, o clima de eleições estaria bem mais escancarado – apesar de, oficialmente, a campanha só começar em Setembro. O período que antecede as convenções é marcado por muitas conversas, reuniões, promessas e pré-candidatos circulando aqui e ali para ganhar força. E se a pandemia mudou a forma de trabalho de muita gente, por que seria diferente no meio político? Reuniões online, sessões virtuais e pré-candidato mantendo a sola de sapato intacta e aderindo às populares lives para debater os mais diferentes assuntos.

Segundo o site Business Insider, o Instagram registrou um aumento de 70% no uso de lives (transmissões ao vivo) – tanto para transmissão quanto para o consumo. O professor de psicologia Chris Ferguson, da Stetson University, explicou ao Business Insider que “as pessoas estão recorrendo às telas e à tecnologia para saciar suas necessidades sociais que, por ora, não podem ser saciadas no mundo real”.

O fenômeno parece não passar despercebido pelos pré-candidatos às eleições municipais deste ano, que recorrem às redes sociais para falar de projetos, serem entrevistados ou entrevistar, fazer bate-papo com seguidores e assim por diante.

 

Na Região Metropolitana de São Paulo, em especial na cidades do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste(CIOESTE) muitos pré-candidatos também aderiram a “nova onda de live”, onde alguns tem muito jeito, caso não consigam voos mais altos na política, já podem tentar algo a frente das telas.

Outros, é melhor insistir alguns anos na política, pois não levam a mínima condição para transmitir boas informações através das lives, seja falando sobre seu posicionamento em relação ao assuntos atuais, ou até mesmo tentando transmitir quais serão os seus projetos, caso seja eleito.

Nossa reportagem tem acompanhado alguma lives e sinalizou as que valem a pena assistir da cidade de OSASCO;

 

Daniel Mathias –     segunda-feira –       às 20h00

Délbio Teruel –         segunda-feira –       às 20h00

Cesar Parra –            quarta-feira –           às 20h00

Dr. Lindoso –            quarta-feira –           às 20h00

Elsa Oliveira –           quinta-feira –            às 19h19

Vivian Renolphi –    quinta-feira –           às 20h00

*tem outras lives acontecendo porem nossa reportagem ainda não assistiu a todas.

 

 Afinal, as redes sociais podem ser usadas como ferramenta de promoção do pré-candidato?

A resposta é: sim, podem. Segundo o artigo 36-A da Lei 9.504, “não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos” e atos “que poderão ter cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet”. O especialista em Direito Eleitoral e analista do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Alexandre Azevedo, explica melhor.

Conforme Azevedo, os pré-candidatos podem tranquilamente falar que são pré-candidatos, discorrer sobre seus projetos políticos e enaltecer a própria figura. Porém, “o que eles não podem fazer de jeito nenhum é pedido expresso de voto”.

Até mesmo simples enquetes nas redes sociais podem ser uma armadilha nesse caso. Segundo o especialista, está liberado ao pré-candidato participar de pesquisas e enquetes virtuais, mas não de pedir aos internautas que votem nelas. “Outra pessoa colocar o nome dele na enquete é tranquilo, sem problemas. O que ele não pode é sair pedindo voto, dizendo ‘vote aqui na enquete’. Parece estranho, mas isso pode induzir um juiz mais rigoroso de que ele está pedindo voto”, detalha.

“A lei foi uma mãe para a pré-campanha. O que não pode é o pedido expresso de voto. Lives e vídeos estão liberados. Até outdoor, por exemplo, que não pode na pré-campanha e nem na campanha, eles [os pré-candidatos] contornam e colocam a imagem deles com felicitações como do Dia das Mães, dos Pais e etc. Aí sim, pode”, esclarece.

O período destinado às convenções partidárias e à definição sobre coligações é de 31 de agosto a 16 de setembro, e propaganda eleitoral oficial, com pedido de voto, somente a partir de 26 de setembro. Azevedo relata que a “pré-campanha é muito parecida com a campanha” em termo de proibições, mas ainda há distinções. “O pré-candidato não pode, por exemplo, ostentar o número da candidatura durante a pré-campanha”, diz.

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