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Osasco
3 de dezembro de 2020
Cultura

Cenas e memórias

Lembranças, em forma de poesia, de uma tarde no museu!

Imagem externa do Museu Imperial de Petrópolis/RJ.

Tirei os sapatos, calcei as pantufas,
e adentrei numa máquina do tempo;
me senti parte daquela história.
A cada passo, resquícios do passado;
em cada cômodo, cenas e memórias.

Objetos vistos somente em livros,
de sua existência, me certifiquei.
Minhas mãos coçavam, eu queria tocá-los,
mas as regras do lugar eram explícitas:
me contentei em apenas contemplá-los.

Aquele assoalho antigo, lindamente encerado,
onde eu enxergava o reflexo da minha imagem,
me levava a recordar lições antigas:
a época das salas de aula.
Deslumbrada, trasladei-me; fui personagem.

Tive que me conter! A câmera no bolso
me beliscava, querendo fotografar.
Proibida! Na mente então, tratei de retratar
aqueles lindos móveis, roupas de época,
cristais, louças na sala de jantar.

Guardei retratos, flashes cerebrais,
de cenas que ali interiorizei;
pé ante pé, cada canto explorei;
bonecos de cera, pareciam me olhar,
querendo contar-me fatos a mais.

O tempo esgotou-se, tirei as pantufas,
calcei meus sapatos, desci as escadas;
olhei o palácio, voltei ao presente;
comigo levei o museu, no meu íntimo,
recordações que sempre estarão em minha mente.

 

 

 

 

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