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18 de junho de 2021
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Brasileiros aderem a Protesto Silencioso pela Libertação de Prisioneiros de Guerra Armênios

Armênios de todo o mundo fazem protesto silencioso para a Libertação de Prisioneiros de Guerra em poder do Azerbaijão e no Brasil o protesto vai ser realizado hoje a noite (20) no MASP.
Brasileiros aderem a Protesto Silencioso pela Libertação de Prisioneiros de Guerra Armênios . Foto: Divulgação

A comunidade armênia ou filhos da diáspora, prosperam no Brasil, mas não se esquecem de questões que envolvam os seus ancestrais: genocídio armênio e a libertação dos prisioneiros de guerra em poder do governo de Baku.  Na noite desta  quinta-feira (20), haverá um protesto silencioso em frente ao MASP, na capital paulista pela Libertação de Prisioneiros de Guerra Armênios.

Há relatos que os azeris têm violado várias Convenções de Direitos Humanos (cometendo crimes de guerra), após o mortal conflito na região de Nagorno Karabakh, entretanto os dois lados se acusam mutuamente pela violação do cessar-fogo e de crimes contra a humanidade. Em seu relatório de 19 de março, o Humans Rights Watch (HRW) afirmou que “a terceira Convenção de Genebra protege os prisioneiros de guerra, particularmente, contra atos de violência ou intimidação e contra insultos e curiosidade pública”.

Em 12 de maio, os militares azeris violaram a fronteira do estado armênio em uma tentativa de tomar territórios nas províncias de Syunik e Gegharkunik. Até 15 de maio, as tropas azeris não se retiraram, com negociações em andamento. Houve manifestações do governo americano e italiano, para a retirada imediata das tropas do Azerbaijão por violarem a soberania da Armênia, entretanto Moscou se mantém em um silêncio sepulcral! Essa recente incursão pode atrapalhar e muito as negociações para a libertação dos prisioneiros de guerra.

Histórico:

A Armênia e o Azerbaijão travaram um conflito do ano passado por causa território de Nagorno-Karabakh. Os atritos entre Yerevan e Baku piorou após o fim da União Soviética, tornando essa região do Cáucaso instável. Por intermediação de Putin foi assinado um acordo de cessar fogo em 10 de novembro de 2020 e este previa que ambos os lados trocassem prisioneiros de guerra.

Internacionalmente a província é reconhecida como parte integrante do território azerbaijano, mas o enclave é controlado por armênios étnicos que desejam fazer parte da “pátria mãe”. É uma guerra ideológica que coloca duas potências da região em lados opostos: o Azerbaijão é inflamado por Erdogan a incursão de guerra, isto é, representa a investida turca com os armênios cem anos depois do genocídio. Ancara tem desejo de se unir com Baku por compartilharem a fé islâmica, mas a intencionalidade é a venda de armas para os azeris.

Nessa situação complexa por ser a saudade de reviver as fronteiras do antigo Império Otomano, na Primeira Guerra Mundial que foi dissolvido, após o termino do conflito e os armênios foram responsabilizados pela derrota.

A Rússia não quer perder a sua influência na região, embora mantenha relação diplomática com os azeris, interfere no conflito do lado armênio (tem base no país). Tanto Moscou e Ancara desejam a influenciar na região, pois a Armênia e o Azerbaijão formam um corredor que fornece gás natural para a Europa.

Veja o mapa da região:
Mapa da região do Cáucaso. Foto: GeoCurrents.
Região de Nagorno-Karabakh em destaque. Foto: Deutsche Welle

 

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1 comentário

Anônimo 20 de maio de 2021 at 12:19

Na noite de quinta-feira dia 20

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