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22 de janeiro de 2021
Variedades

Black Friday: dá para ser segura?

Faltando 10 dias para a data que mais movimenta o varejo online, os brasileiros já começam suas pesquisas

O ano de 2020 já é considerado o grande ano do e-commerce brasileiro. De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) em parceria com o Compre&Confie, o faturamento do comércio eletrônico brasileiro atingiu R$ 41,92 bilhões em agosto.

 

Além de crescimento em vendas, faturamento e conquista de novos clientes, o setor ainda aquece o mercado de trabalho e ajuda nos índices de desemprego, a previsão para 2020 é que haja mais de 400 mil vagas temporárias focadas apenas nas operações de vendas online. 

 

Se por um lado o crescimento é bom, por outro o empresário conta com mais desafios. A taxa de tentativas de fraude no e-commerce brasileiro ficou em 3,49% apenas no primeiro trimestre do ano, e com a chegada dos últimos meses do ano e datas importantes para o varejo é esperado que esse índice aumente. 

 

“O que o empreendedor precisa estar atento é que, além de garantir uma boa experiência em termos de produto, qualidade e entrega, é sua responsabilidade garantir um ambiente seguro para os dados pessoais e informações financeiras dos clientes. No e-commerce é impensável não se utilizar de mecanismos antifraude e manter a segurança interna desses dados, inclusive da base de emails desses usuários”, pontua a CMO da Green Buddy e estrategista de negócios, Tânia Gomes Luz. 

 

Seguindo as dicas de Tânia Gomes e alguns lojistas, separamos abaixo cuidados para evitar problemas e frustração na data mais esperada do ano:

 

LISTAS: faça uma lista do produto ou serviço que precisa/deseja e estipule um limite de gasto. De nada adianta a pesquisa e a aquisição do produto se lá na frente o consumidor ficar endividado (a) devido ao valor pago – que não foi programado e calculado com antecedência.

“Datas como a Black Friday são essenciais para o lojista e para o consumidor, pois é uma via de mão dupla. Entretanto, se o consumidor não souber o que priorizar, as compras podem virar um grande problema”, destaca o Diretor da La Femme, José Augusto.

PESQUISA, PESQUISA E PESQUISE: esse é o primeiro passo, e um dos mais importantes, para evitar problemas e dor de cabeça com as suas compras. Além do mais, essa dica é uma recomendação direta do Procon-SP.

“Pesquisar é fundamental para efetuar a compra online com sucesso. Pesquise com antecedência características, funções e qual o preço do produto/serviço que deseja adquirir. Observe o prazo de entrega e informe-se sobre a política de troca da empresa. No dia da Black Friday, você saberá exatamente se o preço ofertado é de fato promocional.”, alerta o empresário. 

USE SERVIÇOS DE BUSCA: assim como o Google funciona como mecanismo de busca para qualquer pesquisa, existem também serviços de busca para consultar e acompanhar os preços, e produtos como, por exemplo, o Buscapé e Zoom. 

Geralmente, esses comparadores de preços costumam incluir histórico de preços dos produtos nas pesquisas. Ou seja, o consumidor consegue ver o preço de determinado produto em diferentes períodos – datas –  e analisar se o preço aumentou ou reduziu, além de ter acesso ao preço dos concorrentes. 

Importante o consumidor redobrar o cuidado com as compras nesse período, evitando assim cair em golpes e ter prejuízos. “O cliente precisa pesquisar bem as lojas e, principalmente, o preço dos produtos. Buscar referências da loja e experiências reais de pessoas que compraram fazem toda diferença. Isso minimiza muito o risco de fraude, não recebimento do produto adquirido e outros problemas que infelizmente acontecem durante a data.”, detalha o sócio da Dassi Boutique, Danilo Costa. 

Por último, mas não menos importante, faça um print da tela da oferta, pois, na hora de reclamar valores abusivos, o print da tela da promoção/oferta será sua prova junto ao Procon. Vale ressaltar que, fazendo isso além de não cair em fraudes e preços abusivos, o consumidor ainda ajuda o Procon a identificar esses comerciantes e notificá-los. 

SELOS DE SEGURANÇA: “Muitas vezes para o consumidor o selo de segurança no rodapé do site não é relevante, mas, pelo contrário, o selo de segurança é fundamental para que o comprador possa entender a veracidade de tudo que está publicado naquele site.”, alerta José.

Além do selo de segurança, das pesquisas no Google e nos comparadores de preço, ainda é possível consultar sites como Reclame Aqui. O  próprio Procon, próximo da Black Friday, divulga uma lista que mostra quais lojas o consumidor deve evitar, a lista é baseada em preços abusivos, reclamações dos clientes, prazo de entrega e semelhantes. 

CUIDADO COM A FAKE NEWS: não caia em fake news. Na hora de tomar a decisão de compra fique alerto e apele para o senso crítico, nem tudo que está na internet é verdade, seja uma notícia, um preço, uma “corrente” no grupo do Whatsapp. 

Antes de achar que determinado fator é verdade ou mentira, pesquise com profundidade – seguindo as dicas dadas acima – e tire suas próprias conclusões. 

“Fake News é um problema global sério, afetando desde celebridades até marcas pequenas ou grandes. Vai além de eventos importantes para a sociedade, como as eleições, por exemplo, e pode impactar negativamente a reputação sem qualquer prova de veracidade. A cada dia novos dispositivos são criados, unicamente para criar fake news, manipular fotos, áudios ou vídeos, por isso é fundamental atentar-se aos fatos e não especulações sem fundamento.”, finaliza Tânia.  

Tânia Gomes Luz, Conselheira e Estrategista de digital branding, Founder da GirlBoss, com mais de 10 anos de carreira, a profissional teve grandes cargos de destaque no meio empresarial, foi CEO da 33&34 Shoes, Vice-Presidente da Associação Brasileira de Startups (ABSTARTUPS), Infracommerce, underDOGS, Maplink, entre outras. Atualmente, Tânia não se limita apenas a gerenciar empresas. Além de empresária e palestrante, a profissional é Conselheira do Comitê de Inovação da Associação Comercial de São Paulo, Digital Branding Professor na Be Academy e Board Advisor, Living Lab MS. Entusiasta e pesquisadora nas áreas de branding, cultura digital e startups, ministra palestras pelo Brasil.

 

La Femme

A La Femme é referência no segmento de calçados flats com pedrarias no Brasil. Com um parque fabril de 2.500 m², a marca produz para mais de 1.000 lojas multimarcas em todos os estados do Brasil e no mundo, como África do Sul, Bolívia, Colômbia, República Dominicana,  Equador, Emirado Árabes Unidos, Estados Unidos, Paquistão, Paraguai. Com produção diária de 1.500 pares, a La Femme já produziu e distribuiu mais de 3,5 milhões/pares no mercado nacional e internacional.

 

Dassi Boutique

A Dassi, fundada em 2011, é uma marca que nasceu com o propósito de proporcionar às mulheres roupas com qualidade e valor acessível. As peças são focadas no público feminino e trazem todo o conceito de moda e tendência. Atualmente, a empresa possui o e-commerce e duas lojas físicas, com mais de 8 mil produtos disponíveis para compra. A marca emprega mais de 100 pessoas com faturamento em torno de R$ 10 mi. 

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