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28 de novembro de 2020
Cidades Osasco Saúde

Audiência Pública debate prevenção ao câncer de mama em Osasco

 

Evento é marcado por palestras de orientação e depoimentos de pacientes que venceram a doença

Uma tarde de orientação e prevenção ao câncer de mama, marcada pela participação de médicos, profissionais da saúde e pacientes que venceram a luta contra o câncer. Assim foi a Audiência Pública da Comissão da Criança, do Adolescente, da Juventude e da Mulher sobre o Outubro Rosa, na última quinta-feira (25).

A Audiência teve como proponente a Vereadora Dra. Régia Gouveia Sarmento (PDT), que é membro da Comissão, e trouxe a participação de especialistas na área da saúde, assim como pacientes que venceram a luta contra o câncer.

A primeira a usar a palavra foi a vereadora Lúcia da Saúde (SD), que falou sobre a importância da prevenção para a detecção precoce do câncer de mama e outras doenças. “Se houver um relacionamento entre o paciente e o posto, as pessoas não vão ficar doentes lá na frente. Se cada pessoa tiver o seu papel, temos certeza que nós vamos diminuir os casos de câncer de mama”, defendeu.

A médica ginecologista Dra. Sandra Dircinha Teixeira de Araújo Moraes fez uma explanação sobre o câncer de mama, que chegará a 59.700 casos no biênio 2018-2019, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

De acordo com a ginecologista, é importante que a mulher comece a se prevenir 10 anos antes da idade indicada para o início das investigações, que é de 35 anos. “As mulheres estão morrendo porque estão demorando a chegar nos serviços de saúde. Não adianta fazer só a mamografia, tem que voltar com os resultados”, lamentou.

Ainda de acordo com a especialista, ações preventivas como controle de peso, alimentação saudável, e redução do consumo de álcool e cigarro ajudam na prevenção. Outro ponto fundamental é evitar o estresse.

A enfermeira da Estratégia Saúde da Família da UBS do Conjunto dos Metalúrgicos, Tatiana da Silva Bezerra Manuel, orientou os participantes sobre o autoexame das mamas que, em conjunto com a mamografia e o ultrassom, ajuda a diagnosticar precocemente a doença.

A profissional também falou sobre o movimento Outubro Rosa, que teve início nos Estados Unidos e, a partir de 2009, começou a se multiplicar pelo Brasil. “Já vamos para 10 anos de ações e as mulheres têm aderido mais, principalmente nas unidades de saúde”, disse.

O médico Dr. Marcelo Ubirajara Carneiro, da Rede Municipal de Saúde, passou estatísticas sobre mamografia e defendeu a melhoria na gestão do sistema. “Temos na rede SUS um total de 2.507 mamógrafos. Segundo OMS, seria necessário um equipamento para cada 240 mil habitantes. Portanto, somente 833 mamógrafos seriam suficientes. Nosso problema é de gestão de recursos, mas fico satisfeito em saber que no município de Osasco não temos tanta demanda de espera por esse tipo de exame”.

DEPOIMENTOS MARCANTES

A participação das pacientes em tratamento emocionou o público. A professora Maria Alves de Siqueira Soares, que descobriu a doença em 2015, falou sobre a experiência do diagnóstico e tratamento. “Acredito que todas as medidas salvam vidas por conta da detecção precoce da doença, que aumenta quase que em 100% as chances de cura”, afirmou.

Foi justamente o que aconteceu com Maria, que vinha monitorando alterações na mamografia desde o ano anterior e fechou o diagnóstico a partir de uma ressonância magnética. O tratamento mais pesado, com quimioterapia, já foi concluído, mas ela continua sendo paciente oncológica até completar 10 anos da doença.

Já Kelly Cristina Alexandre, que é professora voluntária de dança e yoga nos parques municipais de Osasco, descobriu a doença em 2008 e segue fazendo tratamento. Ela passou por 20 sessões de quimioterapia e encontrou forças no trabalho voluntário, ajudando outras mulheres a se prevenirem contra o câncer. “Ganho amor, carinho, respeito e dignidade. Eu gosto de fazer as pessoas saberem que a gente pode vencer essa doença de uma forma preventiva”.

O último depoimento foi o da Vereadora Dra. Régia, que enfrentou um câncer de intestino que se espalhou para o fígado, as mamas e os ossos. Após se submeter ao tratamento adequado, a vereadora está firme e forte. Ela passou uma mensagem de otimismo e arrancou aplausos do público: “Faça a prevenção e, tendo o diagnóstico, não se desespere. Levante a cabeça, enfrente, porque tem mal muito maior e, dentro do nosso peito, só pode caber amor”.

Deniele Simões

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