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25 de outubro de 2020
Cidades Football

Análise histórica de São Paulo: futebol e sociedade

Outrora a terra dos bandeirantes conhecidas pela rota do ouro, em seu território tem o advento que começou como um esporte da elite até se popularizar por todos os cantos do país.  O tripe que está implicita como simbolismo de São Paulo: história, futebol e sociedade.
Clube Atletico Juventus. Foto: Acervo Bola / Reprodução.

A capital paulista tem 466 anos (fundada em 25 de janeiro de 1554) e o futebol faz parte da memória histórica de São Paulo. Na terra dos bandeirantes se iniciou um esporte que se espalharia pelo nosso país, longe do glamour atual com patrocínios milionários, as primeiras partidas eram disputadas em campos de “terra batida”.  Em 1895 ocorre a partida entre São Paulo Railway e Companhia de Gás, os times eram formados por ingleses que moravam em São Paulo.

Predominante o pensamento da aristocracia: apenas homens brancos e ricos jogariam as partidas. Os negros e trabalhadores eram escalados, caso fossem jogadores que ganhassem títulos para clubes ligados a burguesia.

O primeiro campeonato disputado foi em 1899 por cinco equipes na maior cidade do Brasil. A estruturação começara em dezembro de 1901, com a Liga Paulista de Footbal contando com 5 times: São Paulo, Mackensie, Internacional (SP), Germânia e Paulistano.

Uma jornalista registrou algo novo um estádio lotado de famílias para assistir São Paulo Atletic Club (SPAC) e Club Atlétic Paulistano (CAP) em 29 de junho de 1902. O primeiro formado por filhos de brasileiros e o segundo pelos ingleses, fora uma grande partida que levou a “torcida ao delírio”.

Entre as décadas de 1910 e 1920 houve a popularização entre as classes populares. A dinâmica da sociedade e do esporte são interligadas, por exemplo, a “luta de classes”, as associações que tinham destaque: Clube Atlético Ypiranga, Corinthians (fundado por trabalhadores da ferrovia), Palestra Itália (das indústrias Matarazzo) e Juventus (das Industrias Crespi). Eram times de expressão entre os paulistanos que não estavam ligados as oligarquias e por isso ouve aceitação popular.

Portanto o símbolo do orgulho paulistano começa a ser latente com a organização da Copa do Mundo em 1950, a Seleção jogaria contra a Suíça no Pacaembu, mas por conta de pressão da imprensa, o Brasil jogaria todas as partidas no Rio de Janeiro. A capital e o restante do país parou para assistir a grande final que terminou com um silêncio sepulcral (Uruguai 2 a 1).  Este sentimento passou a fazer parte de tal forma que para comemorar o aniversário de “Sampa” desde 1969 a final da Copa São Paulo é disputada no dia 25 de janeiro.  Por meio desta historiografia é possível conhecer o comportamento da sociedade e o futebol como empoderamento.

 

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