21.7 C
Osasco
28 de novembro de 2020
Educação Variedades

Alfabetização online: é possível?

Sabemos que o ensino a distância é possível, partindo da premissa de que o aluno já domine a leitura e a escrita. Mas, quando o assunto é Alfabetização online, a coisa muda um pouco de figura.

 

Somos continuamente alfabetizados. Surgem no dicionário novos termos, novos sentidos. Aprendemos novas gírias. Com o passar do tempo nossa vivência e experiência aumenta e adquirimos uma maior capacidade de interpretar aquilo que vemos, e também o que lemos. Mas, e quando o assunto é aquela Alfabetização inicial, o 1° ano do Ensino Fundamental, tanto em relação a crianças, quanto a adultos do EJA?

Alfabetizar não é apenas aprender a desvendar códigos, unir uma letra a outra e conseguir ler e escrever a palavra. E se fosse apenas isso, já seria um processo complexo de se realizar a distância. Talvez seja o maior desafio educacional em tempos de pandemia. Alfabetizar é mais: é ler e compreender o que está sendo lido. Alfabetização e Letramento devem andar de mãos dadas.

De um modo geral, estudar a distância, por si só, é um desafio. Antes da pandemia, já era comum vermos graduações e pós-graduações EAD, e até mesmo alguns cursos. Porém, logicamente, quem se inscreva e cursava eram aqueles que o faziam por vontade própria e por terem condições de arcar com um serviço de internet em suas casas. Então veio a pandemia, e as aulas online. E os questionamentos. E aqueles que não possuem wi-fi? E os que tiverem dificuldade de aprender via apostila, sem quaisquer explicação de um professor? E aqueles (que não são poucos), cujos pais são analfabetos e não puderen ajudá-los em suas lições. E surge a pergunta: somando tudo isso, e quando o assunto é a classe de Alfabetização?
Alfabetizar é trilhar um caminho. Existem nele sons, símbolos gráficos; existem nele vivências do dia-a-dia, e são muitas! Afinal, cada aluno possui uma realidade diferente, e consequentemente, diferentes formas de ver, ler e interpretar o mundo. É perceber coisas que não estão presentes nos textos. Ideias, sentidos e até mesmo sentimentos.

Alfabetizar é interagir. Acontece online, porque a atual conjuntura exige. Mas seria eficaz sem a ida da tia na carteira para ver a caligrafia da criança? “Você deve usar a letra cursiva, uma letrinha corrida!”. Que dificuldade! “Mas no panfleto do mercado está escrito ‘Nescau’ com outro tipo de letra, que não é aquela de mãozinha dada…”(letra bastão). Em casa, algumas famílias são parceiras, porém lá, nenhuma mãe permanece cinco horas por dia com a criança tentando alfabetizá-la. Os pais têm seus empregos, e muitos deles não possuem a mínima didática. E em se tratando de adultos em fase de alfabetização no EJA, o problema ainda é pior, pois, por incrível que pareça, os adultos, principalmente os de mais idade, necessitam mais da presença física do professor, do que a criança propriamente dita, por ter esta última mais facilidade no aprendizado.

Alfabetização online. Impossível? Claro que não. Improvável? Na maioria dos casos.
Podemos tirar como exemplo as aulas presenciais. E fica para a reflexão: todos os alunos partem para o segundo ano lendo e escrevendo? E imaginemos então nas Alfabetizações EAD…

 

 

Posts Relacionados

Associação de Condomínios de Osasco deve começar a funcionar em 2019

Redação

Educação aponta expressivo crescimento no uso de ferramentas tecnológicas

Redação

DE OSASCO PARA O MUNDO – OSASQUENSE É ELEITA A MAIS BELA ADOLESCENTE

Redação

2 comentário

JOÃO BOSCO DA SILVA JOÃO BOSCO DO NORDESTE 10 de novembro de 2020 at 19:20

Parabéns professora e Confreira Cláudia. Duas décadas praticamente perdidas na educação, e não podemos entregar ao ensino EAD o nosso futuro. Nada substitui o carinho e a atenção de uma professora. (Perof. João Bosco – Mestre em Educação)

Resposta
Claudia Lundgren 10 de novembro de 2020 at 19:25

Com certeza, confrade!Concordo plenamente!

Resposta

DEIXE UM COMENTÁRIO