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Osasco
8 de maio de 2021
Variedades

A crônica de uma menina estranha

O amor me é. Simplesmente, unicamente me é, faz e vive! E, às vezes, ele tem cheiro de livros.

 

Meu nome é Letícia Mariana, muito prazer em conhecê-los nesta vida tão íntima e poética. Acabo de me mudar para Copacabana, e os prédios altos me fascinam! Gosto de levar minha obra favorita daquele poeta gigante, sabe? Pois é, levo-a para a pracinha, e aproveito a luz do sol!

— Filha, por que você não lê aqui mesmo?

— Ah, mãe, gosto do ar livre! – Respondi contente.

Eu tinha quatorze anos, estava no início da minha adolescência e aproveitava para sonhar em forma de letras, alfabetos e histórias.

 

Também era racional, e sabia bem o que queria: ser escritora! Irônico, não é? Riam de mim, mas eu já tinha um destino traçado!

— O que você lê, menina? – Perguntava o senhor.

— Riacho Doce, de José Lins do Rego! – Respondi, ainda concentrada na obra.

— É lindo ver uma jovem tão interessada nos livros! – Disse, encantado.

 

No dia seguinte, eu estava viajando acordada no recreio escolar. Sozinha, rascunhando para o meu primeiro livro! Feliz, contudo, só. Os jovens riam de mim, e quando eu reparava, me trancava no banheiro e chorava.

E quando não riam de mim? Bem, seguia com meus escritos e lia meus autores brasileiros favoritos.

 

— Você é apenas uma garota estranha! – Dizia a jovem descolada num tom de deboche.

 

E será que eu sou?

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