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22 de setembro de 2021
Cidades Saúde

5 dicas para cuidar da sua saúde mental durante a pandemia de Covid-19

Não é nenhuma notícia nova os dados da OMS sobre a saúde mental.
Marcos Raul de Oliveira, fundador do site Psico.Online e psicólogo

Ela é uma das áreas mais negligenciadas da saúde pública. Quase 1 bilhão de pessoas vivem com transtorno mental no mundo, 3 milhões de pessoas morrem todos os anos devido ao uso nocivo do álcool e uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio.

Em outra pesquisa, coorte do “COVID-19 HEROES”, a OMS traz que agora, durante a pandemia da COVID-19, que um em cada cinco profissionais de saúde apresenta sintomas de depressão. No Chile, por exemplo, quase um em cada dez tem pensamentos suicidas. Mais de 75% dos profissionais de saúde se preocupam em contrair a COVID-19 e praticamente todos estão preocupados em contaminar seus entes queridos”.

Some-se aí que também há uma grande confusão entre autossabotagem e autocuidado. Relaxamento e comodismo. Saúde mental e individualismo e assim por diante, causando ainda mais preocupação e estado de alerta graças a desinformação.

Nesse cenário, algumas dicas são importantes para ficar de olho na sua qualidade de vida e, então, auxiliar no processo de melhora da saúde mental.

1 – Autossabotagem e autocuidado

Quando pensamos no autocuidado consideramos principalmente o “eu”.

Entretanto, hoje a quantidade de informação disponível cria uma falsa verdade, uma ilusão, que pode ser chamada de falso positivo (e vários outros nomes técnicos) que causa alienação e naturaliza coisas que não são naturais. Nesse percurso aquilo que seria um autocuidado caminharia para um auto engano e então para uma autossabotagem.

Enfrentar situações de estresse faz parte de um processo de fortalecimento, o estresse é parte da vida e em alguns casos também nos movimenta, tirando-nos do status quo. O problema é quando o estresse persiste, soma-se a muitas outras causas e vira um emaranhado mental, emocional e físico.

Então você foge, procrastina ou toma atitudes para “se poupar” quando na verdade está enfraquecendo o seu emocional.

Não se engane: autocuidado é excelente, devemos tê-lo como uma meta constante, mas também é preciso de auto avaliação e exercitar contextos que ampliam a sua visão do “eu”.

2 – Relaxamento e Comodismo

Parar é importante. Atividades são importantes também.

Viver entre extremos ou tentando alcançar objetivos inalcançáveis em busca de soluções mirabolantes ou estados constantes não é um caminho que considere a saúde, nem mental e nem física.

Há o momento de se planejar para o plantio, o de plantar, o de esperar o desenvolvimento para então colher. Relaxar de forma passiva, não exclui o relaxar de forma ativa, eles devem ser intercalados, respeitando limites, avaliando o processo e as necessidades e obrigações.

Viver em estado de relaxamento constante, acomoda, viver em estado de constante cobrança, ações, causa distúrbios e perturbações ruins: um medo, vira uma fobia, uma ansiedade vira um transtorno de ansiedade generalizada, um corpo parado perde tenacidade muscular. Os excessos e as adições, desequilibram e obrigam a reavaliar como estamos nos comportando em relação a nós mesmos.

3. Preconceito e estereotipo e discriminação

Só essa tríplice daria vários e vários livros. Essas três palavras representam a alteração da realidade que afeta diretamente a qualidade de vida e a saúde mental de todos. Ela mexe diretamente na trama sócio cultural e nos ciclos que envolvem gerações.

Quando falamos de saúde mental e qualidade de vida elas precisam ser consideradas. Elas vão no âmago de movimentos que agem no individual e também no coletivo. Quanto no seu dia a dia, você considera esses três pontos?

4. Você afeta o meio que vive e o meio que você vive afeta você.

Lá no começo do texto trouxemos os números: quase 1 bilhão de pessoas vivem com transtorno mental no mundo, 3 milhões de pessoas morrem todos os anos devido ao uso nocivo do álcool e uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio.

Todos têm, em seu conceito, questões relativas à cultura, a fatores de risco e são multidimensionais. Palavras complicadas que explicam que não dá para ser simplista quando tratamos desses assuntos.

Quais são os fatores que causam tanto sofrimento psíquico, quais são os assuntos relacionados ao tratamento, à prevenção de transtornos mentais? Quais são as causas envolvidas no uso nocivo do álcool e de outras substâncias? Quem são os afetados e quais são as ações que trabalham a prevenção e a posvenção do suicidio?

Você é afetado por todos esses contextos e suas ações também são essenciais para trabalhar com eles.

Nesse sentido, atente-se para sinais. Observe e auxilie o outro. Perceba que há no outro, também, fatores de você mesmo.

5. Ajude e procure ajuda

Há muita coisa ruim acontecendo no mundo, que são noticiadas de todas as maneiras possíveis, mas também existe muita coisa boa acontecendo. Pequenas ações podem mudar a vida de muitas pessoas e podem ser pequenas para você e imensas para outros.

Escute (mais que ouvir apenas, escutar envolve parar e processar aquilo que se ouve). Há muito tempo estamos acostumados a criticar, mas e elogiar? Há muito tempo estamos buscando pessoas para falar, mas e o escutar?

Muitas coisas podem ser difíceis, mas ainda assim, podem ser superáveis. Então ajude, aprenda como pode ajudar, informe-se, una-se, quebre os ciclos ruins.

Marcos Raul de Oliveira, fundador do Psico.Online, psicólogo CRP 06/154.661 também formado em marketing e proprietário do Psico.Online, plataforma que ajuda você a encontrar um psicólogo ou uma psicóloga online. https://psico.online Adepto da telesaúde e das soluções que integrem de maneira segura tecnologia, pessoas, saúde mental e qualidade de vida.

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