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22 de setembro de 2020
Cidades

A volta às aulas presenciais na pandemia: opiniões se dividem

Alguns Estados já cogitam a volta às aulas em setembro. As opiniões de pais e professores se dividem, enquanto dados científicos nos dizem que isso é possível, caso as escolas tomem as medidas sanitárias necessárias.

Chegou o segundo semestre, e uma das maiores discussões do momento é sobre o retorno das aulas presenciais. Dados científicos nos dizem que caso forem tomadas as medidas necessárias, elas terão condições de serem iniciadas. Inclusive alguns Estados onde a curva de contágio apresenta-se estável ou em queda, já cogitam a volta às aulas à partir de setembro, como é o caso do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. Mas, o que pensam sobre o assunto país e professores. Tudo bem, a vida não pode parar, muito menos a educação, mas será que o momento certo para o retorno é agora?

Alguns educadores defendem a volta às aulas, temendo prejuízos à aprendizagem, é claro. Mas não somente isto. Em casa, a convivência social entre as crianças não existe, a não ser via internet. Com isso, poderão desenvolver transtornos mentais, como depressão e ansiedade. Fora a questão nutricional: crianças mais carentes realizam sua refeição principal na escola, e crianças com boas condições financeiras podem ter risco de obesidade, colesterol e triglicerídeos altos. Em casa, o sedentarismo e , em alguns casos, o abuso infantil.

Outros professores não são favoráveis às aulas presenciais, pelo menos nesse momento. Conhecedores que são da realidade escolar, sabem que as crianças não cumprem à risca as regras sanitárias; sabem que, principalmente as crianças menores, terão dificuldades em permanecer com máscaras e burlarão o distanciamento social, por desejarem brincar com as demais. Fora os professores debilitados e os temerosos.

Observamos que os pais também se dividem em suas opiniões, e pensando nisso, os que desejarem poderão optar em permanecerem com as aulas remotas, permitindo o retorno de seus filhos à escola apenas após a chegada da vacina; há aqueles que temem a contaminação dos idosos da casa através das crianças. Por outro lado, há os pais que trabalham, e que necessitam, por exemplo, da creche;
As escolas já planejam sua organização. Grupos alternados evitando a aglomeração, espaço entre as carteiras escolares, menor percentual de alunos em sala, higienização. Mas, e aquelas escolas públicas sem a mínima infraestrutura? Impasse!

Dados do Ministério da Saúde demonstram que, instituições de ensino possuem baixo risco de contaminação, baseado na volta às aulas em outros países. Ainda afirmam que menores de 20 anos são duas vezes mais resistentes ao vírus do que as demais pessoas, quando infectados.
De uma coisa teremos certeza: pais e escolas terão de andar de mãos dadas, em total parceria. Sabemos que não há como garantir 100% de proteção, mas se houver união entre os dois lados, o risco de contágio será menor com o retorno das aulas. Até que a vacina chegue até nós.

 

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