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28 de setembro de 2020
Saúde

Mulher com sintomas de covid-19 sofre assédio durante consulta médica

A mulher foi assediada pelo profissional de saúde que disse que poderia “desestressá-la”.

 

Na última terça-feira (11), a recepcionista Vivian Herculano Salvatore, de 29 anos, após apresentar sintomas de Covid-19, foi até o Centro de Controle de Coronavírus, em São Vicente, para uma consulta médica e acabou sofrendo importunação sexual no consultório. O caso aconteceu em São Vicente, litoral paulista.

Na consulta inicial, o médico pediu exames de raio-x para verificar o comprometimento dos pulmões da jovem. No retorno, segundo Vivian, o profissional de saúde disse que ela não tinha a doença, que era apenas estresse. E logo em seguida, começou a falar com uma voz mais baixa, dizendo que ela precisava relaxar. E perguntou o que ela fazia para se desestressar.  A jovem estranhou o questionamento, mas confirmou que havia abdicado de várias atividades rotineiras em função da pandemia.

Neste momento, o médico disse que para ela relaxar, Vivian precisaria de três coisas: “oportunidade, vontade e coragem”. Foi quando Vivian percebeu as segundas intenções do médico.

“Ele me disse ‘uma dessas três coisas te falta. A oportunidade você tem agora. O que te falta: coragem ou vontade?’. Nessa hora, ele levantou da mesa dele e parou na minha frente, perguntando se eu não tinha coragem, e que era só fechar a porta. Ele também perguntou se eu não tinha vontade de calor humano, um abraço, que me desestressava”, relatou a vítima.

Segundo o relato, quando o médico se aproximou, ela se levantou e saiu do consultório. Depois decidiu voltar para denunciar o ocorrido ao hospital, que a orientou a fazer uma ocorrência na Polícia Civil.

O caso está sendo investigado como crime de importunação sexual na Delegacia de Defesa da Mulher de São Vicente. Ainda de acordo com a prefeitura de São Vicente, o médico suspeito foi afastado após a denúncia. A lei diz que as penas para os crimes de importunação sexual podem variar de 1 a 5 anos de prisão.

“É uma sensação de medo. A gente não tem forças para reagir àquilo. Não quero que outras pessoas passem por situação igual ou pior à que eu passei, e eu acho que ele vai continuar fazendo se não for parado. Nunca esperei passar por isso em um hospital, com uma pessoa que está ali para cuidar da gente”, desabafa.

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