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Osasco
6 de julho de 2020
Educação Osasco

Ensino remoto expõe o gigantesco abismo existente em Osasco

Devido a pandemia do COVID 19  foi adotado o ensino remoto que expõe o gigantesco abismo social existente entre as duas “Osascos”.
Vista aérea da Rodovia Castello Branco em Osasco. (Divulgação: Internet)

A estratégia de ensino remoto em Osasco durante a pandemia do COVID 19 expõe de maneira clara o abismo social existente. Os dois mundos são separados pelo Viaduto Tancredo Neves: Munhoz Júnior (famoso na mídia por uma chacina ocorrida em 2015) e no extremo a Zona Sul com o bairro Vila Campesina (um dos mais valorizados da cidade).

Escola Estadual Francisco Matarazzo em Munhoz Júnior, Osasco. (Divulgação: Facebook)

A zona norte marcada pelo esquecimento do poder público, imperando o medo e a violência. Tem pessoas que vivem de trabalho lícito, mas são vitimadas pela lei imposta pelo tráfico de drogas. A realidade social é duríssima para alunos da Escola Estadual Francisco Matarazzo Sobrinho, que muitas das vezes precisam conviver com constantes tiroteios, prejudicando o ensino e a aprendizagem. Com relação ao atual cenário é marcado pela falta adequada de equipamentos (notebook ou celulares com boas resoluções) ou o acesso a internet é precário, o que constitui a realidade de grande parte os discentes.

Escola Estadual Professor José Maria Leite, Vila Campesina, Osasco. (Divulgação: Facebook).

Do outro lado da cortina está a escola Professor José Maria Rodrigues Leite, na vila Campesina, que por ter uma boa estrutura, grande parte dos estudantes estão conseguindo manter a qualidade do ensino aprendizagem mesmo a distância, tendo computadores ou celulares apropriados para manter os estudos em tempo de distanciamento social.

Durante a pandemia do COVID 19 o abismo social está mais latente entre as duas “Osascos”, as pontes são muros simbólicos, entretanto geograficamente a distância não é tão grande em até vinte minutos, de carro, é possível estar em no bairro Munhoz Júnior.

O solo osasquense as pontes serviram para interligação de diferentes pontos, mas formou-se uma barreira social. Enquanto o bairro mais valorizado goza de uma estrutura que facilita o acesso dos moradores a bens e serviços, faculdades e clínicas médicas, etc.  Do outro lado do município convive com o abandono, por exemplo, não existe faculdades (precisa-se deslocar até ao Centro), não existe pronto socorro, etc.

O distanciamento social vai servir para aprofundar a divisão que existe entre as escolas públicas. Presume-se que o aprendizado e acessibilidade aos recursos tecnológicos não tem acontecido de maneira igualitária para todos os munícipes.

Portanto, o maior desafio é o acompanhamento familiar no ensino aprendizagem dos próprios filhos e além de problemas que foram agravados pela paralisação das aulas: o fantasma da fome (a merenda escolar é a única refeição). Entretanto nestes dois universos o distanciamento na qualidade do ensino vai expor a divisão de classe.

 

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