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25 de maio de 2020
Araçariguama

Reviravota: Ex Prefeito Carlos Aymar pode ser inocentado após falhas em seu processo

 

Na última semana foi encaminhada à Justiça um Mandado de Segurança solicitando a nulidade completa do processo que o ex-prefeito de Araçariguama, Carlos Aymar, enfrenta, sendo acusado de crimes que, segundo novas provas, seriam impossíveis de terem ocorrido.

 

No referido processo são verificadas pelo menos 21 falhas, contradições e indícios de ilegalidades cometidas pelos agentes públicos desde o início do inquérito, o que acabaram por nortear de forma distorcida todo o processo, inclusive levando Carlos Aymar a cumprir prisão preventiva por quase seis meses.

Nossa equipe teve acesso ao processo como um todo e também aos vídeos dos depoimentos prestados em juízo pela denunciante e pelos investigadores que fizeram a diligência que acabou por levar Aymar à prisão. Entre as contradições que saltam à vista estão as declarações dos investigadores que não houve absolutamente nenhuma investigação ou diligência sobre o caso e que apenas a palavra da denunciante foi usada como base para conduzir a ação do dia da prisão.

 

A acusação que sustentou toda a ação dos policiais foi de que Carlos Aymar, esposo da prefeita Lili Aymar, e Israel Pereira, Secretário de Governo, teriam exigido pagamento de vantagens indevidas para que houvesse a emissão de alvará para a implantação de um loteamento que a denunciante estaria realizando na cidade através de uma cooperativa por ela administrada.

Ocorre que através de documento fornecido pela própria Prefeitura de Araçariguama, hoje conduzida pelo vice prefeito que assumiu o cargo após o afastamento de Lili Aymar, comprova que não havia absolutamente nenhuma documentação referente ao suposto empreendimento, ou seja, nem sequer havia um projeto, pedido de documentação ou informação alguma que pudesse validar a veracidade da acusação. Nesse caso, é no mínimo de se estranhar que se pudesse pedir alguma vantagem sobre algo que nem existia naquele momento e que só passou a ter o primeiro documento protocolado junto à Prefeitura em 16 de janeiro, ou seja, aproximadamente três meses após a prisão dos acusados, sendo este um pedido de diretrizes, que constitui apenas no primeiro passo para que se possa dar início à um projeto de loteamento em um município.

Sobre a apresentação de provas documentais, tais como protocolos, plantas, comprovação de propriedade da área que se pretendia lotear ou qualquer outro que sustentasse a acusação de que realmente algum empreendimento ao menos existia, os policiais que conduziram a investigação alegaram que nunca solicitaram que se apresentasse nenhum deles sequer, lastreando toda a operação desencadeada apenas em suas afirmações verbais.

A própria denunciante, quando questionada em juízo, apresentou versões diferentes e conflitantes quando questionada sobre se havia requerido ou apresentado formalmente qualquer documento sobre o projeto de loteamento, ao final confessando que realmente não havia absolutamente nenhum documento na época do ocorrido.

Consta ainda no processo, laudo do perito especialista, Dr. Ricardo Molina, que questiona a versão da denunciante através da análise de áudio de gravação feita por ela mesmo, onde, segundo Molina, se constata que a suposta vítima teria ficado na sala sozinha por pelo menos 14 minutos e que, durante este período, ouve -se o som de zíper, que seria da abertura de uma bolsa que portava, ainda teria se levantado, arrastando sua cadeira e aberto um armário, justamente onde posteriormente foram encontrados quatorze mil reais pelos policiais que, adentraram a prefeitura apenas dois minutos após a saída da denunciante , sendo o valor achado por um dos policiais e posteriormente apontado como objeto de prova para o que teria sido pagamento de propina. Também se verifica na análise dos áudios que, a denunciante teria se comunicado com policiais, caracterizando um espécie de flagrante combinado, o que também é irregular.

Procurado por nossa reportagem, Carlos Aymar preferiu não se pronunciar e indicou o advogado Dr. Sergio Raposo, para que o fizesse em seu nome.
Ouvido por nossa reportagem, Dr Sergio afirmou que: “Temos convicção que a promotoria e juízo verificarão que foram absurdamente induzidos ao erro, castigando de forma irreparável o ex-prefeito Carlos Aymar, que ao longo de mais de 30 anos de vida pública, dedicou seus esforços para servir a população. A anulação do processo ou a absolvição sumária do réu será a real feitura de justiça, mas a reparação total dos danos pessoais e de imagem de Carlos Aymar só serão plenos com a continuidade da investigação dos motivos de tal armação, desvendando quem se beneficiaria com o que ocorreu e inclusive fazendo uma devassa completa sobre a tal cooperativa que, mesmo sem ter absolutamente nenhum documento que a autorizasse, passou a vender lotes “fantasmas” para a população da cidade. Tudo deve ser investigado, esclarecido, tornado público e os que realmente cometeram crimes e desvios de conduta, rigorosamente punidos.

Fonte: Diário da Região 

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