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24 de maio de 2020
Cidades

Os invisíveis do Oeste Paulista

Os invisíveis do Oeste Paulista pertencem ao grupo de Vulnerabilidade Social, não são inclusos nas políticas públicas de prevenção ao Covid 19. Para se entender tal assunto é feito uma análise para entender melhor estas pessoas desprovidas de direitos básicos.

É comum observar em várias cidades do Brasil a presença de moradores de rua independente do porte da cidade. Nas capitais as pessoas em situação de rua causa medo e repulsa, vendo — os como possíveis criminosos que praticam assalto aos pedestres para o sustento do vício de drogas. Apesar de existir a prática de delitos, não pode ser leviano ao afirmar que todo morador de rua é um criminoso em potencial.

O Oeste Paulista é um aglomerado de 56 cidades que pertencem ao Estado de São Paulo e a maior da região é Presidente Prudente. Os invisíveis para a sociedade são seres humanos que perderam a identidade, nesta pandemia de Coronavírus (Covid 19), os moradores de ruas não são incluídos nas políticas de pública de prevenção.

Índice de Vulnerabilidade Social (IVS ) fornecido pelo IPEA que tive acesso é uma fonte de pesquisa que traz dados oficiais tantos das capitais e dos municípios, não foi colocado um gráfico ou uma tabela, pois o jornalista não domina o uso da ferramenta. Para consultar acesse: http://ivs.ipea.gov.br/index.php/pt/biblioteca

Uma outra vertente que estas pessoas em Vulnerabilidade Social são trabalhadores que exercem exaustivas horas de trabalho (catadores de recicláveis e artistas de rua), mas a única diferença para muitos brasileiros estas pessoas não voltam para casa (estando em marquises, parques, praças públicas, etc). É uma questão sociológica bem complexa, por exemplo, passa pela dependência química (álcool e drogas), desentendimento familiar, crise econômica que levam as pessoas perderem os empregos e as casas, os migrantes que não encontram empregabilidade fora do seu Estado de origem, problemas mentais emocionais, etc.

Nas capitais os locais para abrigá-los não suporta o contingente e os poucos que existem estão em precárias condições de higiene, isso não rende popularidade aos governantes. Imagine, pois, como deve se a vida fora dos grandes centros urbanos. A sociedade é tão estranha, há comoção se um cão está em um canil clandestino e enquanto seres humanos são tratados como escória social em que os governantes fazem questão de negar essa realidade. Estes não fazem parte das ações, pois sofrem com o fenômeno da invisibilidade social, por exemplo, sem serviços básicos de saúde e o direito a documentação.

Não se pode negar a influência da dependência química a estes números, o que seria necessário clínicas com abordagem multidisciplinar e a internação compulsória ou involuntária é algo que dividem os especialistas. Há falta de políticas públicas para pessoas em situação de vulnerabilidade social e falta destas políticas para quem se encontra na rua agrava mais o problema.

A rua é a desmoralização que não respeita o sujeito com pouco estudo e nem aquele que tem curso superior. A rua é a morte do invisível que tem direito apenas uma cova rasa e ser enterrado como indigente! Porque o morador de rua perde a humanidade social e, além disso, qual o papel da sociedade perante estas pessoas? 

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