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10 de julho de 2020
Cinema e TV

Cinema para quem quer aproveitar um carnaval de sossego

Para quem prefere o descanso à folia carnavalesca das ruas, uma programação especial de ótimos filmes nas grandes e pequenas telas
Imagem: arquivo/ebc
Neste carnaval, parte dos filmes mais aclamados de 2019 segue em cartaz em algumas salas de cinema

Tem também uma bela seleção de filmes, via streaming, para quem prefere “pular” o carnaval no sofá de casa, .

Carnaval no sofá de casa

A oferta de filmes e séries em plataformas de streaming é enorme. A RBA selecionou cinco destaques para este momento de descanso e folia.

Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes: a produção da Netflix brasileira mostra as más relações de trabalho nas fábricas de uma pequena cidade de Pernambuco. Os trabalhadores vivem para a hora do carnaval chegar.

El Pepe: Uma Vida Suprema, de Emir Kusturica: documentário da Netflix com o ex-presidente do Uruguai José Pepe Mujica. O líder de esquerda relata sua extraordinária história, incluindo os 19 anos como preso político da ditadura local.

Democracia em Vertigem, de Petra Costa: outra produção da Netflix, escancara muitas das faces do golpe de Estado pelo qual o Brasil passou em 2016, com a queda da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). Um drama com pitadas de terror sobre as forças políticas e econômicas que botaram abaixo a democracia brasileira e acabaram colocando no poder a extrema-direita. Representou o Brasil no Oscar concorrendo a melhor documentário.

Indústria Americana, de Steven Bognar e Julia Reichert: o documentário produzido pelo casal Obama mostra o choque de cultura entre o modelo corporativo norte-americano e o chinês. Em foco, o processo de sindicalização em uma empresa falida dos EUA que foi comprada por uma gigante da China. Vencedor do Oscar de melhor documentário.

Carnaval no cinema

Parte dos filmes mais aclamados de 2019 segue em cartaz em algumas salas de cinema. É o caso de Bacurau que, apesar de já constar em plataformas de streaming e DVD, marca presença no circuito mais alternativo. Em São Paulo, ainda está em cartaz no Espaço Itaú de Cinema, na Rua Augusta. Parasita, grande destaque do ano que faturou os principais prêmios da indústria mundial, também está em cartaz.

Parasitade Bong Joon-ho: o grande sucesso de crítica do ano, vencedor da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Aqui, a luta de classes é protagonista. A absurda desigualdade e a irrelevância do trabalho diante de um sistema que perpetua riquezas provoca uma bola de neve de violência. Um filme de grandes viradas, obra essencial para os dias de hoje.

Bacuraude Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles: depois de grandes obras como os potentes O Som ao Redor (2013) e Aquarius (2016), o diretor recifense apresentou o grande sucesso do cinema nacional no ano (tem até quem diga que assistiu ao filme 11 vezes). Outra obra essencial que convoca o Brasil de hoje a uma reflexão seríssima.

1917, de Sam Mendes: o filme rodado em um falso plano-sequência também foi destaque da temporada de premiações em Hollywood. Um retrato da Primeira Guerra Mundial em ritmo acelerado. Uma produção que vale a experiência da sala de cinema.

Jojo Rabbit, de Taika Waititi: retrato lúdico de uma criança na Alemanha nazista que tem Hitler como amigo imaginário. O filme conquista aqueles que assistem. O momento é oportuno por lidar com os horrores do Holocausto e de governos totalitários. E a maneira é a mais leve possível ao abordar um primeiro amor.

Cicatrizes, de Miroslav Terzic: co-produção entre Sérvia, Croácia e Eslovênia. Destaque do último festival de Berlim, o longa relata a briga de uma mãe contra instituições em busca de seu filho roubado quando recém-nascido.

Fonte: RBA

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