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14 de dezembro de 2019
Osasco Saúde

Médico da OS’S que administra Antônio Giglio é denunciado por Extorsão

Paciente pede apoio ao MBL de Osasco e denuncia médico que cobrava por atendimento em hospital público de Osasco.

O Sistema Único de Saúde (SUS) está ancorado em três princípios fundamentais: universalização, equidade e integralidade, assegurando o acesso à saúde a todas as pessoas, diminuindo as desigualdades e atendendo a todas as suas necessidades. Considerado um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública no mundo, o SUS deveria garantir acesso integral, universal e gratuito para todos os que o utilizam, mas infelizmente não é isso que temos visto.

Na tarde desta segunda-feira (18), o Hospital Municipal Antônio Giglio, em Osasco, voltou a ser notícia. Se não bastasse o elevado número de mortes registradas na instituição, de junho a agosto, foram 250 mortes, o Hospital foi alvo de uma ação policial que investigou conduta inadequada de um médico ortopedista, que estaria cobrando para realizar procedimentos na ortopedia.

Com dores no pé e com dificuldade em caminhar, Mara Regina de Oliveira, procurou o pronto socorro ortopédico do HMAG, na sexta-feira (15). No Hospital foi atendida pelo médico ortopedista, Dr. Ricardo A.A. Santos. Durante a consulta o médico, segundo Mara Regina, propôs fazer o procedimento necessário caso a paciente pagasse R$100,00 (cem reais).

“Fiquei indignada. A vontade era bater nele, mas sei que a gente não pode perder a razão. Eu fui procurar um hospital público e não uma clínica particular. Eu tenho 42 anos, nunca na minha vida havia passado por isso. Decidi denunciar porque a gente não pode deixar que as coisas aconteçam desse jeito”, comentou Mara Regina.

A paciente, sem saber como proceder para fazer a denúncia, procurou representantes da oposição ao executivo e que lutam pela instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na saúde de Osasco. Bruno Santos do Movimento Brasil Livre (MBL) de Osasco foi até o local e acompanhou toda a denúncia. Mara Regina foi orientada a pagar a consulta e anotar a frequência numérica para provar a extorsão. A Polícia Militar foi acionada e acompanhou a ação.

O médico e a paciente foram encaminhados ao 5º Distrito Policial de Osasco onde um inquérito será aberto para investigar o caso. O ortopedista envolvido no caso prestou esclarecimentos e foi liberado, ele atua no Hospital Municipal Antônio Giglio que é gerido pela Associação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu que assumiu a administração do hospital em fevereiro de 2019.

 

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