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22 de novembro de 2019
Cidades Saúde

Calor, crianças e piscina. O que o síndico pode fazer para diminuir os riscos de afogamento no condomínio?

No Brasil, todos os dias 17 pessoas morrem afogadas, três delas são crianças, segundo o Ministério da Saúde.
Pode parecer que não, mas o verão já está às portas – principalmente dos condomínios residências que precisam estar em dia com as medidas de proteção nos locais de área com piscina. Segundo a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), quase seis mil pessoas morrem afogadas por ano no Brasil. E 44% desses afogamentos, ocorrem entre os meses de dezembro e março, durante a estação do verão.

Por isso os condomínios com piscina precisam estar atentos aos acidentes e fatalidades com crianças e adolescentes com a chegada da temporada de calor e as férias escolares apontando no horizonte. Outros dados da ONG Criança Segura mostram que o afogamento é a segunda causa de morte entre crianças de 1 a 14 anos no país. Das cerca de 17 pessoas que morrem afogadas todos os dias no país, três delas são crianças, pelo levantamento do Ministério da Saúde.

De acordo com o Síndico Profissional, Demilson Guilhem – e diretor da Mister Síndico – empresa de gestão profissional de condomínios, as consequências podem ser sentidas juridicamente tanto pelo condomínio, como pelo síndico. Para prevenir acidentes o síndico deve se empenhar em atitudes assertivas e regras para minimizar futuros problemas e zerar a possibilidade de tragédias. Abaixo seguem algumas dicas do que pode ser feito em condomínios:

• Observar se é necessário a presença de um guarda-vidas em piscinas com mais de seis metros de largura, seis metros de comprimento e 80 centímetros de profundidade.

• Ter funcionário treinado do condomínio para vigiar o local durante o verão.

• Estabelecer regras de segurança, como fixar na Convenção do Condomínio que crianças menores de 12 anos só podem ficar na piscina acompanhada de adultos.

• Proibir ingestão de bebidas alcoólicas na região da piscina.

• Proibir que se corra no ambiente da piscina e mergulhe de cabeça.

• Não permitir que a área seja utilizada enquanto a piscina esteja com a capa de proteção. Existe o perigo de as crianças caírem e não serem vistas.

• Colocar placas de sinalização com profundidade, cuidados com objetos flutuantes e números de emergência, como dos Bombeiros (193), Polícia Militar (190) e SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (192).

• Prevenir acidentes com a implantação de pisos antiderrapantes.

• Fazer vistorias regulares nos ralos de piscina para verificar a sucção. Muitos acidentes são fatais já que as crianças são sugadas pelos cabelos. Instalar filtros podem diminuir a pressão dos ralos.

• Instalar cercas altas para funcionarem como barreira ente a água e as crianças,

• Colocar tranca de difícil manuseio para na entrada da área da piscina e mantê-la trancada nos horários de fechamento.

• Instalar câmeras de segurança que possam garantir o socorro rápido e salvar vidas em caso de acidentes.

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