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20 de outubro de 2019
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Setembro Amarelo: como identificar e ajudar alguém que está pensando em tirar a própria vida?

Mês de Prevenção do Suicídio está chegando ao fim, mas os cuidados acerca do tema não podem terminar

 

Cartaz da campanha de prevenção do suicídio do Centro de Valorização da Vida

10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A data, marcada por ações ao redor do mundo, busca jogar luz no problema que abrevia a vida de quase 800 mil pessoas todos os anos de acordo com a Organização Mundial da Saúde. 

No Brasil, a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) e o Conselho Federal de Medicina, criaram em 2014 a campanha Setembro Amarelo, que visa fomentar a discussão a respeito do suicídio no país. 

Em recente levantamento realizado pela OMS, tivemos a alarmante constatação de que, em direção contrária ao resto do mundo, o Brasil apresentou aumento de 7% nos casos de suicídio nos últimos seis anos. 

Então, diante dos números, fica o questionamento: como identificar e ajudar alguém que está pensando em tirar a própria vida? 

A psicóloga e Mestre em Psicologia Márcia Pilão, explica que não existem receitas para detectar se uma pessoa irá ou não tentar cometer o ato. No entanto, alerta que, apesar de difíceis de reconhecer, devemos ficar atentos a mudanças de comportamento repentinas. ‘’Manifestações verbais, alteração repentina do humor, baixa autoestima, preocupação excessiva com a própria morte e isolamento são alguns dos sinais.‘’

O primeiro passo ao reconhecê-los é incentivar que a pessoa procure auxílio de um profissional capacitado para atendê-la. No SUS, é possível encontrar atendimento psicológico gratuito. Outras opções são as ONGs e Centros de Saúde com preços populares. 

‘’Infelizmente não são raros os pacientes que possuem tendência suicida, são vários os relatos de ideias e pensamentos sobre morrer, no entanto, se faz necessário entender o que o paciente está nos dizendo. É preciso entender que ele não quer morrer, mas sim se livrar de um enorme sofrimento. É como se ele estivesse em um enorme túnel e a única saída que ele encontra é a morte’’, diz Márcia Pilão.

Empatia e respeito

Respeitar as dores e angústias alheias é importante na hora de dar suporte a alguém que está sofrendo. ‘’É de suma importância nesse processo respeitar o problema que a pessoa está vivendo, é necessário saber ouvir, saber falar, saber perguntar, demonstrar empatia, levar a sério e em consideração o sofrimento. Isso pode fazer toda diferença’’, explica a psicóloga. 

Por isso, é bom lembrar que julgar e menosprezar a situação pela qual a pessoa está passando só poderá piorar o quadro, podendo potencializar os sintomas.

Centro de Valorização da Vida

CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. Ligue 188 ou acesse www.cvv.org.br.

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