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26 de maio de 2019
Cinema e TV Francisco Rossi Junior - Arte das Telas Opinião

Na semana da Mulher, Marvel chega com primeiro filme solo de uma de suas personagens femininas mais fortes

Eu não sei se foi coincidência, ou não, mas na semana que se comemora o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Marvel Studios lançou no último dia 7 o seu primeiro filme estrelado por uma personagem feminina, a Capitã Marvel, umas das mais fortes da editora. A Capitã Marvel, ou Carol Danvers, apareceu pela primeira vez nas HQs em 1968. Criada pelo roteirista Roy Thomas e pelo desenhista Gene Colan, ela teve diversos nomes ao longo da história, como Miss Marvel e Binária, tornando-se como é conhecida hoje apenas em 2012. Ela é um híbrido entre as raças humana e kree (para mais detalhes veja o filme ou leia os quadrinhos).

Na trama, que se passa na década de 90, a pilota americana, Carol Danvers, sofre um acidente, acaba entrando em contato com uma raça alienígena, os krees, e ganha poderes sobre-humanos. Embora, ela própria não saiba da sua verdadeira origem. Conforme apresentado nos trailers anteriores ao lançamento do filme, Vers, como fica conhecida, vive no planeta Hala, e ao lado do personagem Yon-Rogg (Jude Law) de outros guerreiros e vive em constante batalha com outra raça, os Skrulls.

Mesmo que a linha do tempo da história esteja um pouco distante do que chamamos hoje de “empoderamento feminino”, quem manda no filme são as mulheres. Mesmo com algum destaque para personagens masculinos como um jovem Nick Fury (Samuel L. Jackson), um novato agente Coulson (Clark Gregg em começo de carreira e Talos (Ben Mendelsohn), um dos comandantes dos Skrulls, as protagonistas são as mulheres.

A começar claro, pela protagonista, Vers/Carol Danvers/Capitã Marvel, interpretada pela ótima Brie Larson (vencedora do Oscar de melhor atriz pelo filme “O Quarto de Jack), uma mulher, igual a tantas outras que caiu, ouviu muito não durante a sua vida, mas continua tentando achar e entender qual é o seu lugar. Ao seu lado Marla Rambeau (Lashana Lynch), pilota terráquea, que terá sua importância, tanto na trama do filme, como para a personagem principal. E é claro, a personagem de Annette Begging que aparece para Vers como a Inteligência Suprema dos Krees e tem o sugestivo nome de Mar-Vell (pegou?).

O filme mantém a já conhecida fórmula Marvel, que uns gostam e outros torcem o nariz, e não ousa em nenhum momento. Mas cumpre bem o seu objetivo, que é responder a última cena de “Vingadores: Guerra Infinita” e apresentar e encaixar a personagem no já conhecido Universo cinematográfico que começou com o primeiro Homem de Ferro em 2008. Mesmo o debate sobre feminismo, que eu exponho aqui é posto com sutileza, mas a mensagem está ali. Ah, e fique no cinema até o fim dos créditos, pois quem tem gato se identificará com a última cena.

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