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20 de abril de 2019
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Por dentro do escritório do iFood em Osasco, que tem patinete e dog day

O aplicativo está presente em 483 cidades no Brasil e faz 14,1 milhões de entregas por mês — ou cerca de 470 mil pedidos diários

iFood, maior aplicativo de entregas da América Latina, mudou de endereço. O novo escritório, inaugurado em agosto de 2018, fica em um espaço de 12 mil metros quadrados em Osasco, na região metropolitana de São Paulo.

Com patinetes disponíveis para os funcionários andarem pelo ambiente, dog day às sextas, bebidas e comidas livres o dia todo, o local foi pensado para abarcar o crescimento da companhia, que tem planos ambiciosos para 2019: até o fim do ano, mais mil pessoas farão parte da equipe, que já tem 1.400 pessoas (sem contar os entregadores, que são autônomos).

Para abrigar tanta gente, o novo escritório terá que ficar ainda maior: em até seis meses, o iFood pretende expandir sua operação para o galpão em frente ao escritório, que também faz parte do terreno.

Na outra ponta do negócio, mensalmente são realizadas 14,1 milhões de entregas por mês; são cerca de 470 mil pedidos diários. Hoje, o aplicativo tem 10,8 milhões de usuários únicos, espalhados por 483 cidades do Brasil.

O iFood nadou sozinho no oceano azul de delivery de restaurantes por um bom tempo. Até que, a partir de 2016, o mercado passou a ficar bastante aquecido, principalmente com a chegada de novos atores como Uber Eats, Rappi e Glovo em território brasileiro.

Ainda assim, o iFood ainda tem uma bela vantagem em relação à concorrência. A empresa é 16 vezes maior que a segunda colocada no Brasil, o Uber Eats. O iFood afirma que já vale mais de 1 bilhão de dólares há um ano e meio.

Mesmo com o mercado aquecido, o maior concorrente do iFood continua sendo analógico: o fogão. “Sem dúvida, queremos que as pessoas parem de cozinhar. Queremos que as pessoas comecem a pedir delivery cada vez mais, em vários momentos da alimentação”, afirma Carlos Moyses, CEO da empresa.

Para se tornar mais competitivo que o fogão, a ideia, segundo o CEO, é mostrar ao usuário que cozinhar gasta tempo e que é mais rápido e fácil pedir no iFood.

Veja a seguir como é o novo escritório do iFood:

Novo endereço

O novo endereço do iFood chama a atenção em meio aos outros prédios que ocupam a avenida dos Autonomistas, em Osasco (Grande São Paulo). A mudança aconteceu por conta do aumento na equipe. Outro motivo foi levar a sede da empresa para uma área mais “central” do que Jundiaí e Campinas, onde estão os outros dois escritórios da companhia.

A reforma do espaço, que antigamente era ocupado pela fábrica da ABB, multinacional de energia e automação, durou seis meses. Alguns detalhes, como o acabamento de algumas paredes, ainda não estão totalmente acabados.

No novo escritório, os funcionários têm uma “passagem secreta” para o shopping União, que é vizinho da companhia.

Benefícios flexíveis 

No iFood, os funcionários recebem benefícios no formato de pontos mensais. Cada um pode direcionar a quantidade de pontos para os benefícios que achar mais relevantes. A pontuação varia de acordo com o cargo. Por exemplo, um colaborador pode optar por um plano de saúde melhor, mas por um valor mais baixo de vale refeição ou por mais vales para fazer compras no aplicativo.

Cada funcionário da empresa ganha seis vales de 25 reais para pedir delivery pelo próprio app — e não é difícil ver os motociclistas do iFood fazendo fila na portaria da sede com os pedidos dos funcionários, especialmente no horário de almoço.

Leve seu cachorro para o trabalho

Toda sexta-feira, alguém é sorteado para levar o cachorro para o trabalho. No dia, o animal ganha um kit com potes de água e ração, tapete higiênico, e também um crachá de funcionário. O “cargo” do pet no crachá é de iDog. Qualquer funcionário é elegível para participar do Dog Day.

Salas “apetitosas”

As salas de reunião no iFood refletem a atividade da empresa: todas receberam nomes de comidas que o app entrega — desde as brasileiras até iguarias de outro país.

Então, é comum que as pessoas façam reuniões em lugares como a Feijoada, a Tapioca e, na foto, a sala Pão de Queijo.

Café livre

Cerveja, café, capuccino, chocolate quente, refrigerante, suco, frutas e bolachas são algumas das regalias que ficam disponíveis o dia inteiro para os funcionários.

Sem restrição ou quantidade estipulada, qualquer pessoa que trabalha no iFood pode chegar e escolher algo do cardápio.

Não há lugares fixos (nem para o CEO)

Sentar-se ao lado do CEO não é uma coisa impossível na empresa: os funcionários são livres para sentarem onde quiserem na rotina corporativa e não precisam de autorização para conversar com pessoas de outras áreas ou até mesmo com o presidente. “A hierarquia existe para a organização das coisas. Mas as pessoas são incentivadas a criar, a opinar”, diz Moyses.

As roupas para o dia de trabalho também ficam ao gosto da pessoa, que pode ir trabalhar de tênis, salto, bermuda ou calça social. “O nosso dress code é o seguinte: vista o que você quiser. Aqui no iFood isso é tão natural que a gente não precisa nem incentivar, já faz parte do nosso dia-a-dia.”

Ações para os motociclistas

Na Black Friday do ano passado, quando o aplicativo ofertou pratos por R$ 1,99, foi desenvolvida uma ação para que os motociclistas descansassem entre uma entrega e outra, uma vez que o volume seria muito alto. A empresa instalou pontos de apoio em vários pontos da cidade de São Paulo , com petiscos, água e sofá.

Também em 2018, de repente, alguns entregadores paulistas receberam uma notificação de que deveriam ir até um certo endereço para uma entrega. Quando chegaram lá, foram surpreendidos com um show do rapper Emicida, que havia feito uma música em parceria com o produtor Fióti chamada “Rap do Motoboy”.

O iFood fez uma parceria com a marca Lab, do rapper Emicida, com direito a pochete, boné e camiseta estilizados para os entregadores, que receberam o kit durante o show.

texto: Tamires Vitorio / fotos :Luiza Florenzano (Exame.com)

 

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