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20 de julho de 2019
Alfredo Luiz Filho - Futebol Internacional

O melhor do mundo

Cristiano Ronaldo, Zidane e Courtois. Essas são as minhas escolhas ao prêmio Fifa The Best, que acontecerá dia 24 de setembro, em Londres.

A entidade máxima do futebol revelou os finalistas de cada categoria e, como sempre, as atenções acabam voltadas ao melhor jogador, melhor técnico e melhor goleiro.

Cristiano Ronaldo concorre com o croata Modric, ex-companheiro de Real Madrid, e o egípcio Salah, do Liverpool. E o português mais uma vez deu show na temporada que passou. Arrebentou no Real Madrid, com direito a novo título de Champions League e aquele golaço de bicicleta diante da Juventus, fazendo os torcedores do time italiano ficarem de pé para aplaudi-lo. Claro que a Copa do Mundo pesará muito na decisão, mas ainda assim acho que CR7 é o favorito. Ele conduziu Portugal no Mundial da Rússia até onde pôde.

É bastante claro também que o principal rival é Modric. O croata já levou o prêmio de melhor jogador da Uefa alguns dias atrás, superando justamente Cristiano Ronaldo e Salah. Modric é aquele cara discreto no Real Madrid. Um motorzinho no meio-de-campo, mas que se torna gigante com a camisa da Croácia. Ainda mais levando seu país pela primeira vez na história a uma decisão de Copa do Mundo.

Salah, infelizmente, é o azarão. Infelizmente porque acredito que dificilmente ele levará o prêmio. E olha que mereceria muito! Foi o goleador do campeonato inglês. Superou marcas de anos. E foi finalista da Champions League com o Liverpool. Se não fosse aquele golpe de judô de Sergio Ramos, Salah poderia ter brilhado naquela final. Na Copa era claro que o Egito seria um mero coadjuvante. E foi o que aconteceu.

Entre os treinadores, Zidane mais uma vez foi brilhante. Levou o Real Madrid a terceira conquista seguida da Champions, mesmo em uma temporada onde foi cornetado e teve até o cargo questionado na Espanha com o time tendo apenas uma campanha modesta na liga nacional. Mas na Champions só deu ele. E ainda saiu por cima depois quando surpreendeu a todos com a notícia que estava deixando o time madrilenho. Para onde irá Zizou?

Talvez a resposta mais óbvia seria a seleção francesa não fosse um tal de Didier Deschamps. O ex-companheiro lá da Copa de 98 comandou os Les Bleus a mais um título mundial e, como eu já disse, a Copa pesa (e muito) numa premiação desse calibre. Vale lembrar ainda que Deschamps “sobreviveu” ao fiasco de perder uma Eurocopa, dois anos antes, disputada na própria França. Deu a volta por cima, em grande estilo, faturando o Mundial da Rússia.

Já entre os goleiros, os brasileiros não vão esquecer tão fácil de Courtois. O gigante foi peça decisiva naquela eliminação do Brasil para a Bélgica na Copa. Pegou tudo e de todos os jeitos. E teve sorte de goleiro também. Já vinha de temporadas de destaque desde quando defendeu o Atlético de Madrid e passando pelo Chelsea. E outra: o Real Madrid não desembolsaria a grana que pagou para contratá-lo, mesmo tendo o bom Keylor Navas debaixo das traves. Por tudo isso, Courtois deve papar essa. Mesmo diante do campeão do mundo Lloris e do dinamarquês Schmeichel. Vale uma menção ao dinamarquês pelos pênaltis defendidos na Rússia.

Alfredo Luiz Filho

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