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23 de março de 2019
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IPCA desacelera e fica em 0,33% em julho, diz IBGE

Acumulado no ano ficou em 2,94%, acima do 1,43% registrado em igual período de 2017 e o o maior índice foi na região metropolitana de São Paulo (0,63%) em virtude da alta de 10,08% na energia elétrica, com o reajuste de 15,84% nas tarifaseconomia, ibge, inflação, taxa, índice

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA de julho teve variação de 0,33%, bem abaixo da taxa de junho, de 1,26%. O acumulado no ano ficou em 2,94%, acima do 1,43% registrado em igual período do ano passado. O acumulado nos últimos 12 meses ficou em 4,48%, acima dos 4,39% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2017, a taxa atingiu 0,24%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (8) pelo IBGE.

Fonte: IBGE

Os grupos Habitação (1,54%) e Transportes (0,49%) desaceleraram de junho para julho, mas foram os que mais contribuíram na composição do índice e tiveram as maiores variações entre os grupos de produtos e serviços pesquisados. Já Vestuário (-0,60%), Alimentação e bebidas (-0,12%) e Educação (-0,08%) tiveram deflação.

Fonte: IBGE

No grupo Habitação (1,54%), o item energia elétrica (5,33%) desacelerou em relação a junho (7,93%), mas foi o item que exerceu o principal impacto no índice de julho (0,20 p.p.). Além da continuidade da vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, com a cobrança adicional de R$0,05 por kwh consumido, algumas das áreas tiveram reajustes (tabela a seguir).

Fonte: IBGE

As variações negativas em Belém (-0,01%), Goiânia (-1,83%) e Vitória (-0,30%) foram por conta da redução na alíquota de PIS/COFINS. Nas demais áreas, as alíquotas desses tributos aumentaram.

Ainda no grupo Habitação, a variação de 0,69% no item taxa de água e esgoto foi em razão dos reajustes nas tarifas das seguintes regiões pesquisadas:

Fonte: IBGE

O item gás de botijão teve queda (-0,18%), embora tenha havido reajuste de 4,38% nas refinarias, para o botijão de 13 kg, autorizado pela Petrobras em 5 de julho.

O grupo dos Transportes (0,49%) também teve desaceleração de junho para julho, em decorrência da queda nos preços dos combustíveis (-1,80%). Em julho, houve deflação nos preços da gasolina (-1,01%) e do etanol (-5,48%), que haviam subido, respectivamente, 5,00% e 4,22% em junho.

O ônibus urbano subiu 1,46%, refletindo os reajustes de 9,72% na tarifa no Rio de Janeiro (7,34%), em vigor desde 21 de junho, e o de 14,28% em Rio Branco (6,57%), a partir de 14 de julho. Já o item ônibus intermunicipal subiu 0,38%, em média, com os reajustes de 8,94, desde 17 de junho, em Porto Alegre(3,56%), de 4,50%, a partir de 18 de junho, em São Paulo (0,32%) e de até 4,93%, desde 7 de julho, em Goiânia (3,09%).

O item ônibus interestadual subiu 8,70%, devido ao reajuste médio de 10,14% nas passagens, em vigor desde 2 de julho. As altas ficaram entre 0,89% em São Luís e 19,22% em Fortaleza. As passagens aéreassubiram 44,51%, após a queda de 2,05% de junho.

O grupo Alimentação e bebidas teve deflação (-0,12%) em julho, após apresentar, em junho, a maior alta dos últimos 29 meses (2,03%). As variações nas áreas ficaram entre -1,72% em São Luís e 1,07% em São Paulo. A deflação desse grupo em julho refletiu, além do aumento da oferta de itens alimentícios, o realinhamento de preços após as altas decorrentes da paralisação dos caminhoneiros, no final de maio.

O grupo dos alimentos para consumo no domicílio caiu 0,59% em julho, após subir 3,09% em junho. As principais quedas foram: cebola (de 1,42% em junho para -33,50% em julho), batata-inglesa (de 17,16% para -28,14%), tomate (de 0,94% para -27,65%), frutas (de 1,61% para -5,55%) e carnes (de 4,60% para -1,27%). No lado das altas, os destaques foram o leite longa vida (11,99%) e o pão francês (2,22%).

A alimentação fora de casa acelerou de junho (0,17%) para julho (0,72%) com destaque para o lanche fora(1,40%) e a refeição (0,39%).

No Vestuário (-0,60%) destaca-se a queda nas roupas (-0,91%):  masculinas (-0,94%), femininas (-0,87%) e infantis (-0,91%), além dos calçados (-0,44%).

Em Saúde e cuidados pessoais (0,07%) a desaceleração veio por conta do item plano de saúde (0,30%) que reflete a apropriação da fração mensal do reajuste de 10,00% autorizado, em 27 de junho, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com vigência retroativa a maio, a ser aplicado nos planos individuais novos – aqueles com contratos vigentes a partir de 1989. O resultado é a fração mensal do reajuste, descontando a variação apropriada nos meses de maio e junho.

Regionalmente, o maior índice foi na região metropolitana de São Paulo (0,63%) em virtude da alta de 10,08% na energia elétrica, com o reajuste de 15,84% nas tarifas de uma das concessionárias locais, desde 4 de julho. Destacam-se, também, as altas do leite longa vida (11,46%) e da passagem aérea (45,77%). O menor índice foi de Campo Grande (-0,37%), onde sobressaíram as quedas na cebola (-41,38%), na batata-inglesa (-38,01%), no tomate(-31,34%), e na gasolina (-2,98%).

Fonte: IBGE

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de junho a 27 de julho de 2018 com os preços vigentes no período de 30 de maio a 27 de junho de 2018.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC apresentou variação de 0,25% em julho e ficou 1,18 p.p. abaixo da taxa de 1,43% de junho. O acumulado no ano ficou em 2,83%, acima do 1,30% registrado em igual período do ano passado. O acumulado dos últimos 12 meses ficou em 3,61%, acima dos 3,53% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2017, a taxa atingiu 0,17%.

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,20% em julho enquanto, no mês anterior, haviam registrado alta de 2,24%. O grupamento dos não alimentícios teve variação de 0,44% enquanto havia registrado 1,08% em junho.

Nos índices regionais, o maior ficou com a região metropolitana do Rio de Janeiro (0,75%) em virtude do reajuste de 9,72% nas tarifas dos ônibus urbanos (7,34%) em vigor desde 21 de junho. Destacam-se, também, o leite longa vida (21,96%) e a energia elétrica (3,06%). O menor índice (-0,49%) ficou com São Luís, onde sobressaíram as quedas na cebola (-31,16%) e no tomate (-29,41%).

Fonte: IBGE

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de junho a 27 de julho de 2018 com os preços vigentes no período de 30 de maio a 27 de junho de 2018.

Fonte: IBGE / Jornal do Brasil

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